O desligamento da oposta Tandara horas antes da semifinal dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 diante da Coreia do Sul, após ser flagrada em teste antidoping (leia mais abaixo), não abalou o emocional da Seleção Brasileira nesta sexta-feira (6). Muito pelo contrário. O Brasil parece ter entrado em quadra na Ariake Arena com ainda mais vontade e atropelou as asiáticas com uma contundente vitória por 3 sets a 0, com parciais de 25/16, 25/16 e 25/16.
A maneira como a equipe se comportou na semifinal, sem dar qualquer chance para a Coreia do Sul, aumenta a confiança para a decisão diante dos Estados Unidos, neste domingo (8), à 1h30 (de Brasília), apesar do favoritismo adversário.
Os dois países fizeram a final da última Liga das Nações, em junho, com vitória das estadunidenses. Aquela decisão, mesmo com a derrota, foi um importante ponto de retomada da seleção às vésperas dos Jogos, após um ciclo olímpico marcado por muitas oscilações. Campeão em Pequim-2008 e Londres-2012, o Brasil busca em Tóquio o tricampeonato olímpico.
Mesmo diante da superioridade da seleção sobre as sul-coreanas - na primeira fase também vencera por 3 a 0 -, havia expectativa de como o time iria encarar a semifinal após o doping de uma das suas principais jogadoras. Mais do ponto de vista psicológico do que técnico. Afinal, o treinador José Roberto Guimarães tinha em Rosamaria uma substituta à altura de Tandara, que inclusive já havia jogado melhor do que a companheira nas quartas de final diante do Comitê Olímpico Russo. Mas, logo que começou o jogo, o Brasil não deu espaço para qualquer dúvida sobre as suas condições de avançar à final.