09 de julho de 2026
Nacional

Retorno do voto impresso é rejeitado


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Brasília - A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 135/19, a chamada 'PEC do voto impresso', foi rejeitada em votação no plenário da Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira (10), por 218 votos contrários, 229 favoráveis e uma abstenção. A medida, que tornaria obrigatória impressão do voto depositado nas urnas eletrônicas, necessitava de ao menos 60% de votos favoráveis.

Grande parte das bancadas orientaram seus membros a votarem contra a aprovação, com exceção do PSL, Solidariedade e Podemos. 

DEBATES

No início dos debates, deputados a favor e contra a proposta apresentaram duros argumentos em Plenário. Bia Kicis (PSL-DF), que apresentou a proposta, disse que o tema foi tratado em sua campanha, e evitou dizer que o texto era uma proposta do presidente da República. "Essa não é a PEC do Presidente Bolsonaro. Essa não é a minha PEC. Essa é a PEC dos brasileiros, que querem transparência e nas eleições", disse.

Já Carlos Zarattini (PT-SP) acusou a proposta de ser uma espécie de ameaça. "Trata-se de uma verdadeira chantagem sobre a sociedade brasileira, uma chantagem daquele que é o maior dirigente deste País, que tem o poder de ser o Chefe das Forças Armadas", disse em sua peroração, aquele que domina uma significativa máquina de comunicação estatal, aquele que tem recursos do orçamento para exatamente colocar em questão se vamos ou não vamos ter esse voto impresso, que passou a ser chamado de 'voto auditável'."

COMISSÃO

A votação ocorreu mesmo após a PEC ter sido rejeitada por 22 votos a 11 em comissão especial na última sexta-feira (6). O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), argumentou que levaria a proposta a plenário, o que é incomum após rejeição em comissão especial, e que pautaria o texto para dar um fim "democrático" à discussão.

"Espero que este assunto esteja definitivamente encerrado", disse ao fechar o resultado.