Nova York - O governador de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou que vai renunciar ao cargo nesta terça-feira (10) sucumbindo a um crescente escândalo de assédio sexual que causou uma reviravolta na popularidade de um dos líderes mais conhecidos dos Estados Unidos. Cuomo disse que sua renúncia entraria em vigor em 14 dias. A vice-governadora Kathy Hochul, também do Partido Democrata, será empossada para substituí-lo. Ela se tornará a primeira governadora mulher de Nova York.
O anúncio de Cuomo, um democrata com três mandatos seguidos como governador de Nova York, veio uma semana depois que um relatório do procurador-geral do Estado de Nova York concluiu que o governador assediou sexualmente ao menos 11 mulheres, incluindo atuais e ex-funcionárias do governo, com "toques indesejados" e fazendo comentários inadequados.
RETALIAÇÃO
O relatório de 165 páginas também descobriu que Cuomo e seus assessores "retaliaram ilegalmente" pelo menos uma das mulheres por tornar suas denúncias públicas e "promover um ambiente de trabalho tóxico".
O relatório pressionou Cuomo a renunciar, levando a novos apelos do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, um amigo de longa data do governador, e de outros líderes democratas que não haviam se manifestado até que as conclusões do relatório se tornassem públicas, deixando Cuomo com poucos defensores.
HERÓI NACIONAL
Foi uma reviravolta na carreira política de Cuomo, que há cerca de um ano estava sendo saudado como um herói nacional por sua liderança em meio à pandemia de coronavírus.
As consequências do relatório deixaram o governador de NY cada vez mais isolado: sua assessora, Melissa DeRosa, renunciou após concluir que o governador não tinha como permanecer no cargo;
No final, Cuomo seguiu o conselho que seus principais aliados vinham oferecendo: deixe o cargo voluntariamente.