09 de julho de 2026
Nacional

Cai para menos de 80% a ocupação de UTIs no Brasil

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - A ocupação de leitos de UTI destinados a pacientes de covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) está abaixo de 80% em todos os Estados pela primeira vez desde outubro de 2020, aponta edição extraordinária desta quarta-feira (11) do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz. Reunidos até a última segunda-feira (9) os dados indicam que se trata do melhor cenário desde quando o grupo começou a monitorar esse índice, em julho de 2020.

Segundo o boletim, 14 Estados apresentam taxas inferiores a 50%: Acre (13%), Pará (48%), Amapá (26%), Piauí (48%), Ceará (47%), Rio Grande do Norte (34%), Paraíba (22%), Pernambuco (41%), Alagoas (26%), Sergipe (35%), Bahia (43%), Minas (47%), Espírito Santo (42%) e São Paulo (46%).

INTERMEDIÁRIOS

Por outro lado, cinco Estados estão na zona de alerta intermediário. Mato Grosso e Goiás, aponta a Fiocruz, registraram as maiores taxas de ocupação, com, respectivamente, 79% e 78% dos leitos de  Covid para adultos ocupados. Recordista no número de casos da variante delta, com 206 registros, o Estado do Rio apresentou crescimento do indicador nas duas últimas semanas e registra agora taxa de 67%. 

Além deles, encontram-se na zona de alerta Rondônia (64%) e Roraima (70%). A Fiocruz, no entanto, aponta que a elevação do indicador pode corresponder à redução de leitos de UTI para Covid-19 para adultos no SUS, "provavelmente em um processo de gerenciamento de leitos frente à queda na demanda, e não ao aumento de leitos ocupados".

Na faixa entre 50% e 60% de ocupação, estão Amazonas (54%), Tocantins (58%), Maranhão (52%), Paraná (59%), Santa Catarina (56%), Rio Grande do Sul (57%), Mato Grosso do Sul (56%) e Distrito Federal (59%).

VACINAÇÃO

Os pesquisadores da Fiocruz ressaltam que o resultado reflete os ganhos adquiridos com o avanço da vacinação no País. "Considerando que ainda são altos os níveis de transmissão de casos e óbitos, a vacinação deve ser ampliada e acelerada, além de combinada com o uso de máscaras e distanciamento físico, para manutenção e avanços nos resultados", orientam.

Apesar de menos leitos estarem disponíveis, as taxas de ocupação seguem em declínio. Em relação à semana anterior, a análise constatou ainda que o número de óbitos reduziu 1,1%.