10 de julho de 2026
Esportes

COI dá advertência, mas não pune gestos políticos


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Ao contrário de sua história de perseguições a protestos, o COI (Comitê Olímpico Internacional) não puniu nenhum atleta por manifestações políticas no pódio das Olimpíadas de Tóquio-2020. Dois gestos ganharam maior repercussão durante o evento.

No pódio do arremesso do peso feminino, a estadunidense Raven Saunders, que ficou com a medalha de prata, ergueu os braços em forma de xis. Após a conquista, disse que o gesto significa "o cruzamento onde todas as pessoas oprimidas se encontram". Tanto o Comitê Olímpico e Paraolímpico dos Estados Unidos como a World Athletics se eximiram de punir a atleta.

Outro caso que causou muita repercussão foi o das chinesas Bao Shanju e Zhong Tianshi, campeãs olímpicas da prova de velocidade por equipes do ciclismo pista. As atletas usaram broches de Mao Tse-Tung, que governou a China de 1949 a 1976. O uso de tais emblemas no pódio também é proibido. O Comitê Olímpico Chinês mandou explicações para o COI, que resolveu não punir as atletas.

"Sobre a China, recebemos esclarecimentos e as atletas foram avisadas. Também recebemos garantias de que isso não acontecerá novamente. Com isso, o COI considera o caso encerrado", afirmou Christian Klaue, diretor de comunicação do comitê internacional.

Antes das Olimpíadas, o COI havia flexibilizado a regra 50 da Carta Olímpica, que proibia qualquer tipo de manifestação política, mas tinha mantido o veto a protestos durante cerimônias e pódios.

Pelo novo regulamento, gestos como o que fez Saunders no pódio ou uso de emblemas de conotação política, como utilizados por Shanju e Tianshi, continuam banidos.