09 de julho de 2026
Geral

Reforma da Estação não está nos planos da Sec. da Educação

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura de Bauru ainda não sabe quanto vai gastar para reformar o prédio da Estação Ferroviária e por isso a ação não consta do Plano Plurianual da Secretaria de Educação, exposto pela secretária Maria do Carmo Monteiro Kobayashi, durante a segunda audiência de exposição do PPA 2022/2025, realizada nesta quinta-feira (19), na Câmara de Bauru. A prioridade da pasta para os próximos anos será a reforma de escolas e construção de novas unidades.

De acordo com a secretária, os gastos totais da reforma só serão definidos após a apresentação dos projetos complementares, como no caso do sistema de drenagem do prédio e de ruas do entorno - problema recentemente divulgado em vídeo pelo vereador Pastor Bira (Podemos), que revelou o grau de deterioração do prédio.

Sem data definida, Kobayashi afirmou que após a apresentação destes projetos complementares será definida a reforma do prédio. "Eu nunca escondi de ninguém que a prioridade desta secretaria é com a educação", afirmou. O vereador Guilherme Berriel (MDB) disse que fará uma campanha para que a prefeitura não destine recursos próprios para a obra. O vereador defende que seja feita concessão para uso do prédio pela iniciativa privada, e é contrário à venda, que causaria perdas à prefeitura. Quatro obras que tiveram a tramitação iniciada na gestão passada foram destacadas: a construção de uma escola no bairro Granja Cecília, que tem recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação (FDE), e por isso são de responsabilidade do Governo do Estado; a sede da secretaria e almoxarifado, e ainda a reforma das escolas Vera Lúcia Cury Savi e José Romão, que devem ser realizadas em 2022.

Sobre a implantação de colégios militares, Kobayashi informou que estuda os pontos obscuros do programa do Governo Federal para depois conhecer melhor o projeto e apresentá-lo publicamente.

MEIO AMBIENTE

Segundo a expor os dados do PPA, o secretário de Meio Ambiente (Semma), Dorival José Coral, afirmou que a gestão municipal dará continuidade ao estudo pago pela CEF para destinação do resíduo orgânico, mediante a concessão à iniciativa privada. Mas, inicialmente, a ideia é melhorar as unidades de recepção em ecopontos e pontos de entrega voluntária; construir um parque para compostagem aeróbica e, depois, implantação do processo de compostagem por biometanização. Coral pontuou que o uso de uma área de transbordo para separação do lixo reciclável do comum será transitório, até que se consiga reduzir os custos de destinação do lixo orgânico, atualmente levado a um aterro em Piratininga.

Também fizeram suas exposições os secretários Flávio Ismael da Silva Oliveira (Esportes e Lazer), Tatiana Sá (Cultura) e Ana Cristina Sales (Sebes).