08 de julho de 2026
Internacional

Aumentam protestos contra o Taleban


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Cabul - Manifestantes saíram às ruas para protestar contra o domínio do Taleban pelo segundo dia seguido, nesta quinta-feira (19), desta vez marchando em Cabul, inclusive perto do palácio presidencial, de acordo com o vídeo feito por jornalistas locais e testemunhas. Em uma manifestação na capital do Afeganistão, cerca de 200 pessoas haviam se reunido antes que o Taleban as dispersasse violentamente. 

E também nesta quinta-feira o grupo que comanda o país, declarou que o Afeganistão passou a ser o Emirado Islâmico do Afeganistão, mesmo nome adotado no país quando o grupo extremista assumiu o poder pela primeira vez, em 1996. A declaração foi anunciada em um post do porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, o mesmo que deu esta semana uma entrevista a uma jornalista.

Em várias embaixadas e comunidades afegãs no mundo está havendo protesto contra o que já pode ser chamado de "recrudescimento" das liberdades civis, com a tomada do poder. Há temor de que especialmente as mulheres voltem a ser perseguidas, apesar de o Taleban ter anunciado 'anistia geral' e faz apelo a mulheres no Afeganistão que continuem seus trabalhos. Afegãos e comunidade internacional estão céticos quanto às declarações e aos gestos dos extremistas. Há relatos de membros do Taleban prendendo os que cooperaram com o governo norte-americano nos últimos anos.

OTAN

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) convocou para esta sexta-feira (20), uma teleconferência extraordinária de ministros de Relações Exteriores de nações que integram o grupo para discutir a crise, e como vai se dar a retirada de milhares de pessoas que querem deixar a região. De acordo com comunicado, a reunião de chanceleres será presidida pelo secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

CRUZ VERMELHA

Em um apelo por uma mobilização para ajudar os afegãos, o diretor-geral do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Robert Mardini, disse que ainda é difícil prever o resultado na transição que acontece no país, mas que as necessidades humanitárias continuarão altas. Com essa preocupação, algumas organizações já mantêm campanhas para quem quiser doar e ajudar os afegãos, que assistem ao retorno da milícia radical Taleban ao poder no país após 20 anos.