08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

na geladeira, vendo e ouvindo

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 2 min

Cá de dentro da geladeira, posto que fui, continuo sem saber o porquê, mas imaginando talvez.

Contudo, continuo vendo ou ouvindo as línguas do JC a falarem. A primeira língua que ouvi, ao despertar neste domingo pela manhã, foi a dela: "Bom dia, meu amor, dormistes bem, queres me contar um dos seus sonhos?"

Depois, já na mesa, enquanto ela preparava o nosso desjejum, eu folheava o JC de papel, enquanto quase queimava minha língua da boca, no café quente. Ele que me vem, antes dos outros itens (leite, pão e margarina) do nosso "break fast". Foi, então, lendo, que começaram a me chamar atenção as outras línguas.

Como a "línguas de Olga Daré", preparadas como melhor, e também pior prato, por um criado a seu amo. E o moral da história, que tudo depende como encaramos o bom e o mau a nos serem servido ao menos (foi assim que soou para mim.)

E como as línguas são instrumento tão difíceis de serem caladas, veio a "língua' do Marcos Paulo Rezende, contrapondo a linguaruda língua do pastor Hugo, que andou rezando por cartilhas nada cristãs, condenando pessoas sem ser "autorizado" e, com certeza, descoberto literalmente pela razão, já que o papel de um líder cristão seria bem outro, tanto no quesito LGBT quanto em qualquer outro que defenda os direitos intrínsecos de cada pessoa.

Por fim, a língua do meu professor do "Guedão", Roberto Magalhães, com uma linguagem áspera e ardida e que, apesar da não agradabilidade desse tipo de fala (ao menos para mim), embora, claro, tenha sim seus significados, ali, no peso preso, quanto nas pagas e nas pragas, das línguas mal rogadas, de quando não nos cabem nas bocas. Vendo de camarote a novela da vida alheia, sugerindo soluções, discutindo relações, bem certos que a verdade cabe na palma da mão...

'Quem não tem teto de vidro, que atire a primeira pedra.' (Pity)