Um das soluções estudadas, de acordo com fontes ouvidas pelo Jornal da Cidade, é desenvolver projetos socioeducativos envolvendo o tema saneamento, enquanto decorrerem os trâmites para a realização de uma nova licitação, após o fim do contrato atual. A medida poderia evitar que a paralisação das obras se configurasse, já que estas atividades educativas, que visam conscientizar a população sobre a importância ambiental da ETE, são uma exigência do próprio governo federal.
A União, inclusive, reservou recursos para esta finalidade dentro do montante viabilizado pelo PAC Saneamento. Trata-se de um trabalho que será realizado por empresa terceirizada, já contratada.
Isso não descartaria, contudo, um eventual e futuro questionamento da COM Engenharia no Judiciário, até porque ainda resta uma parte considerável da obra que envolve uso de concreto e ferro e que tida como bastante lucrativa. Além disso, a empresa já adquiriu cerca de 85% dos equipamentos da ETE, cuja instalação também renderá significativo faturamento à executora do serviço.
Ainda de acordo com as fontes ouvidas pelo JC, se a prefeitura decidir pelo encerramento do contrato atual, em setembro, será necessário realizar um levantamento minucioso sobre o que foi executado até aqui, trabalho que deverá ser feito pelo consórcio de empresas de engenharia que realiza o Acompanhamento Técnico de Obra (ATO). Esta espécie de 'auditoria' em uma obra complexa, grande e com o histórico que a ETE tem é necessária tanto para que seja possível abrir uma nova licitação quanto como mecanismo para a administração municipal buscar se resguardar juridicamente.