08 de julho de 2026
Internacional

Variante lambda ganha terreno em países da América do Sul


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Genebra - Se para o mundo a mais recente ameaça ligada à Covid-19 é a variante delta, na América do Sul as atenções se voltam para uma cepa bem menos conhecida: a lambda.

Identificada pela primeira vez em agosto do ano passado no Peru, a lambda foi classificada em meados de junho como variante de interesse, ou seja, que deve ser estudada e acompanhada.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a cepa foi associada a taxas importantes de transmissão comunitária em diversos países, enquanto havia também um crescimento da incidência da Covid-19 nesses locais.

O mesmo relatório do órgão afirma que mais de 1.730 sequências da lambda originadas de 31 países, territórios e áreas foram enviadas à Gisaid, plataforma que compila dados de genomas.

Ainda que não figure no topo das cepas consideradas mais perigosas, classificadas como variantes de preocupação pela OMS (casos da alfa, beta, gama e delta), a lambda tem ganhado terreno na América do Sul, onde sua incidência é significativa.

O país com a maior presença de lambda até o momento é, proporcionalmente, o Peru, com uma incidência de 40% no acumulado -ou seja, desde a primeira vez que a cepa foi identificada no país. De abril a junho, autoridades afirmaram que 81% dos casos de Covid-19 no país foram dessa variante.

Na sequência vêm Chile (21%), Equador (11%) e El Salvador (3%).