08 de julho de 2026
Regional

Pressão indígena: julgamento do marco temporal é adiado

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 1 min

Avaí - Após protestos em Brasília, que contaram com a presença de cerca de 90 indígenas da Terra de Araribá, em Avaí (39 quilômetros de Bauru), nesta quarta-feira (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou o julgamento do marco temporal, que poderia mudar o futuro das terras indígenas no Brasil ao restringir a demarcação apenas àquelas que estão ocupadas ou são reivindicadas pelos indígenas desde outubro de 1988.

Segundo o cacique Darã, coordenador da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sudeste (ARPIN Sudeste), mais de cinco mil indígenas se mobilizaram contra o marco temporal, considerado por ele um retrocesso. "Nesses últimos anos, esse governo vem atacando nossas comunidades indígenas e fazendo PLs (projetos de lei) para tirar os direitos do povos indígenas", diz.

"Estamos aqui com guerreiros e as guerreiras lutando pelo nosso território, pela demarcação das nossas terras". O Instituto Elas de Bauru, ONG que atua em defesa de mulheres em situação de vulnerabilidade social, participou dos atos em Brasília, representando a mulher indígena, por meio da assistente social Nauá Chiarati Lopes.