08 de julho de 2026
Articulistas

Como humanidade, falimos!

Jorge Rufino
| Tempo de leitura: 2 min

No mundo atual, o que torna um país bom? O acesso à informação e conhecimento nunca esteve tão fácil e ao alcance das pessoas como nos dias atuais, seja por meio das redes sociais, pesquisas na internet ou vídeos em plataformas on-line. Com tantos meios de comunicação disponíveis é impossível não ficar a par dos últimos acontecimentos. Quem é que não acompanhou ou pelo menos ouviu falar do Afeganistão? Difícil que você tenha ficado indiferente ao ver as tristes imagens repetidas pela imprensa nos últimos dias. O mundo assistiu, com perplexidade, o desespero de milhares de afegãos amedrontados e descontentes com a volta do Talibã, temendo que o país mergulhe em um novo retrocesso social e em um caos econômico. Mas isso não é novidade para ninguém! Diariamente, nos deparamos com cenas e discursos de descontentamentos em qualquer parte do mundo.

No Brasil, por exemplo, um levantamento feito pelo Instituto Ipsos indica que 74% dos brasileiros não estão satisfeitos com os rumos que o país toma. A pesquisa "What Worries the World", que abrange 27 países, perguntou aos entrevistados se eles acham que suas nações estão indo na direção certa ou errada. Considerando a média global, 64% dos entrevistados no mundo todo estão insatisfeitos com o rumo de suas nações. Não bastasse isso, o número de pessoas que entrou na linha da pobreza cresceu durante a pandemia. A dificuldade de reingressar no mercado de trabalho é uma situação que se repete para as pessoas que enfrentam as dificuldades econômicas também em decorrência do agravamento do surto de coronavírus.

Como tirar estes países da crise? Esta é a pergunta que todo mundo sonha em ter a resposta, mas, ao que tudo indica, ainda não estamos próximos de enxergarmos esta luz no fim do túnel. Crise econômica, na saúde, política, social, cultural e por aí vai! Onde vamos parar? Uma coisa é certa: vamos sair dessa crise mais pobres do que entramos. E como humanidade, já falimos! O fato é que as mudanças políticas e eleitorais que almejamos não vão ocorrer do dia para a noite. É insensatez pensar o contrário. Logo, temos uma longa trajetória a percorrer. Ou melhor, precisamos avançar e solidificar a construção da democracia, da cidadania, da educação e do estado de direito antes que seja tarde demais.

No fim das contas, o terrível mesmo é saber a somatória da crise e quem vai pagar a conta!

 O autor é formado em relações-públicas e especialista em marketing político. Trabalha na AACD.