08 de julho de 2026
Internacional

Explosões matam 73 em Cabul e EUA prometem punir responsáveis


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Washington - As explosões próximas ao aeroporto de Cabul, no Afeganistão, deixaram ao menos 60 afegãos e 13 militares norte-americanos mortos nesta quinta-feira (26). No momento da tragédia, multidões tentavam entrar nas instalações controladas por americanos, interrompendo os esforços de retirada de pessoas do país.

O ataque suicida, à bomba, feito por dois homens foi seguido por um ataque de homens armados ligados ao Estado Islâmico, de acordo com o Pentágono, que informou que 15 militares norte-americanos ficaram feridos.

De acordo com o governo norte-americano, a retirada dos cerca de mil cidadãos dos EUA que seguem no Afeganistão continuará sendo feita, assim como dos afegãos aliados.

Washington espera que esses ataques continuem e, segundo autoridades do Departamento de Defesa, os EUA "irão atrás" dos que estiverem associados a eles.

BIDEN

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que manterá o cronograma de retirada do Afeganistão, apesar dos ataques. Ele citou nominalmente o EI-K, braço afegão do Estado Islâmico, como suspeito de ter realizado o ataque, e prometeu vingança, mas o grupo já havia assumido a autoria em seu canal oficial, no Telegram.

"Não vamos perdoar, não vamos esquecer. Vamos caçá-los e vamos fazê-los pagar", disse Biden, em discurso na Casa Branca". Ele prometeu continuar com a operação de retirada de americanos e aliados do país, e que o ataque não irá mudar os planos. "Os americanos não serão intimidados."

Biden elogiou o heroísmo dos militares americanos mortos, e disse entender a dor de suas famílias. O presidente perdeu o filho Beau, que serviu no Iraque e teve um câncer no cérebro após retornar aos EUA. "Jill e eu tivemos uma sensação parecida de como as famílias devem estar se sentindo hoje, como se houvesse um buraco negro no peito".

O governo americano disse  ainda que além dos 12 militares do país que morreram, outros 15 ficaram feridos -no que pode representar, segundo a agência Reuters, um dos mais mortais ataques às forças dos EUA em 20 anos de guerra.

Foi a primeira morte de militares americanos no Afeganistão desde fevereiro de 2020.