08 de julho de 2026
Articulistas

Durango Kid só existe no gibi!

Matheus Terra
| Tempo de leitura: 1 min

E quando menos esperarmos, estaremos as vésperas das eleições presidenciais de 2022. Que isso ocorrerá como num piscar de olhos não resta dúvidas. O que para o brasileiro é mais revoltante no momento do que toda essa barbárie escancarada de nossos governantes causada pela pandemia? O preço do alimento torna inacessível o pagamento do aluguel, e para o pagamento do aluguel o filhinho do seu João fica sem leite, a mulher sem pão e o próprio João fica sem café pra ir trabalhar cedo. E o combustível?

Para o brasileiro mediano - que é um nível baixíssimo quando comparado com países de primeiro mundo, só enche o tanque quem tira de algum outro lugar.

"É uma questão de opção, tudo se resume nas escolhas que fazemos ao longo da vida", eles nos dizem. "Acredite!" "Sonhe!" - além de mentir no indicativo também o fazem no imperativo. É pra rir ou pra chorar, João? É pra fingir que nada acontece, Maria? E você, José? Também teve que tirar "daqui" pra inteirar "ali"?

Pois é, ninguém nasce sofrendo e ninguém deveria ter o descaso de morrer querendo. Mas, querendo o quê? Qualidade de vida, poder aquisitivo, saúde boa, boa educação e uma sorte de outros direitos básicos.

Alguns ainda dirão: "Mas o brasileiro supera tudo! O brasileiro é forte!". Este texto não é motivacional, mas um desabafo e um lembrete para o leitor de que ninguém é besta pra tirar onda de herói.

Em 2022, lembrem-se que Durango Kid, meus amigos, só existe no gibi.

O autor é pederneirense e estudante de Jornalismo pela Unesp – Bauru.