08 de julho de 2026
Esportes

Recorde de ouros


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A delegação brasileiraconquistou o recorde de ouros na história do País em Paralimpíadas. O Brasil subiu ao alto do pódio pela 22ª vez nos Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020, superando a marca anterior, de 21 medalhas douradas, alcançada em Londres-2012.

A medalha do recorde foi obtida pela Seleção Brasileira, que derrotou a Argentina por 1 a 0 na final de futebol de 5. Com a vitória neste sábado (4), o Brasil garantiu o pentacampeonato no torneio (2004, 2008, 2012, 2016 e 2020).

A melhor campanha da história foi garantida com o ouro de Fernando Rufino, na canoagem velocidade masculino classe VL2 (com uso de braços e tronco na remada), no fim da noite de sexta (3). Até o momento, o Brasil tem 22 ouros, 19 pratas e 30 bronzes.

Em Londres-2012, foram 21 ouros, 14 pratas e 8 bronzes. Na ocasião, a delegação brasileira terminou na sétima posição no quadro geral de medalhas.

O recorde total de medalhas do País ainda pertence à participação nos Jogos do Rio de Janeiro-2016, quando os brasileiros subiram 72 vezes ao pódio (14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes). A boa campanha no Japão contou com grande contribuição do atletismo e da natação, modalidades em que o Brasil tradicionalmente é forte.

O destaque nas piscinas foi Carol Santiago. A nadadora pernambucana, de 36 anos, estreou nos Jogos conquistando três ouros: 50m e 100m livre e 100m peito S12 (atletas com deficiência visual). Ela também foi prata no revezamento 4 x 100m livre misto (49 pontos) e bronze nos 100m costas S12.

No masculino, Gabriel Araújo, de 19 anos, mostrou que a nova geração vem forte nas piscinas. Ele conquistou dois ouros (50m costas e 200m livre classe S2) e uma prata (100m costas S2).

Tóquio-2020 marcou também a despedida de Daniel Dias, 33 anos, maior medalhista da história do País nos Jogos Paralímpicos, com 14 ouros, sete pratas e seis bronzes.

No Japão, porém, enfrentando rivais fortes, que desceram de classe após os Jogos do Rio-2016, o nadador não conseguiu contribuir para o recorde de ouros. Terminou sua campanha com três bronzes (100m e 200m livre S2 e revezamento 4 x 50m livre misto 20 pontos).

Nas pistas, Yeltsin Jacques conquistou duas comendas douradas, nos 1.500m e 5.000m T11 (deficientes visuais). A vitória nos 1.500m, que veio com novo recorde mundial, foi marcada pelo 100º ouro obtido pelo Brasil na história das Paralimpíadas. Ele ainda tentaria o ouro na maratona T12 no próximo sábado, (4) às 18h50 (de Brasília), em prova encerrada após o fechamento desta edição.

Outro astro brasileiro das pistas, Petrúcio Ferreira, 24 anos, confirmou o favoritismo e conquistou o bicampeonato paralímpico nos 100m T47 (atletas amputados).

A boa campanha brasileira também foi apoiada por conquistas inéditas em outras modalidades. Alana Maldonado, 26 anos, se tornou a primeira judoca do País a conquistar o ouro paralímpico, na categoria até 70kg. Na final, a brasileira venceu Ina Kaldani, da Geórgia, por wazari e conquistou sua segunda medalha paralímpica, após a prata no Rio de Janeiro em 2016.

Mariana D'Andrea, 23 anos, ganhou outro ouro inédito: no halterofilismo categoria até 73kg. Ela levantou 137kg na terceira tentativa e garantiu o título. Na estreia do taekwondo em Paralimpíadas, o Brasil ficou com o primeiro ouro em disputa no masculino. Nathan Torquato, 20 anos, foi o campeão da classe K44 (atletas com amputação unilateral do braço) na categoria até 61kg.

Já no goalball, modalidade exclusiva das Paralimpíadas, a Seleção Brasileira conquistou um inédito ouro no torneio masculino ao vencer a China na final por 7 a 2.

O Brasil já havia subido ao pódio nas últimas duas edições dos Jogos Paralímpicos. Em Londres-2012, ficou com a prata. Há cinco anos, no Rio de Janeiro, terminou com a medalha de bronze.