A Fifa confirmou nesta terça-feira (7) que instaurou um processo disciplinar para avaliar a suspensão do jogo entre Brasil e Argentina e disse que pediu informações às federações de futebol dos dois países, a CBF e a Associação de Futebol Argentino (AFA). A investigação já havia sido antecipada pela reportagem, na noite de segunda-feira.
"Após análise dos relatórios oficiais da partida entre Brasil e Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, a Fifa pode confirmar que um processo disciplinar foi aberto envolvendo as duas agremiações-membro", informou a Fifa. "As duas seleções foram solicitadas a fornecer mais informações sobre os fatos que levaram à suspensão da partida, que serão coletadas e, em seguida, analisadas exaustivamente pelo Comitê Disciplinar da Fifa. Atualizações seguirão no devido tempo."
A entidade quer colher as justificativas das seleções que estiveram na Neo Química Arena, em São Paulo, para definir qual rumo seguir. As confederações querem evitar punições, que poderia ser de três pontos na tabela das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2022, além de eventual multa.
A CBF garante ter informado aos argentinos por três vezes nas semanas que antecederam o jogo sobre as regras sanitárias do Brasil quanto à pandemia de covid-19. Mesmo assim, a Argentina trouxe ao Brasil quatro jogadores que vieram da Inglaterra, infringindo regras nacionais.
A Anvisa ainda acusa os jogadores de terem falsificado a documentação de entrega no Brasil e depois de se esconderem em suas visitas ao treino e ao hotel da concentração. O pedido, ignorado, era pela extradição de todos.
Por outro lado, o técnico Lionel Scaloni afirmou em entrevista coletiva que os argentinos em momento algum foram notificados sobre o problema, tanto que foram a campo. Como o jogo foi interrompido com bola rolando, eles se esquivam, culpam o Brasil pelo "papelão", palavras do goleiro Romero, e vão cobrar que sejam definidos como os vencedores do jogo.