09 de julho de 2026
Nacional

Brasileiros somem na costa da Guiana

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

Oiapoque - Desde o dia 28 de agosto, pelo menos 19 brasileiros estão desaparecidos no mar, depois que um barco clandestino naufragou na costa da Guiana Francesa, ao norte do estado do Amapá. A canoa levava 17 homens e sete mulheres que pretendiam conseguir trabalho em um garimpo ilegal no território vizinho. Quatro sobreviventes e três corpos foram resgatados, até as buscas serem interrompidas. Passados 11 dias do naufrágio, ainda não há uma lista oficial de mortos ou desaparecidos. Corpos de três deles já foram encontrados na costa, outros 4 sobreviveram.

CANOA LOTADA

Conforme a Polícia Federal do Amapá, a embarcação partiu de Oiapoque, no extremo norte do Estado, com destino a Caiena e Kourou, no departamento ultramarino da França. Os brasileiros seguiam em busca de trabalho em um garimpo. Pelo que já se apurou, a canoa tinha capacidade para dez pessoas e saiu superlotada. Além dos passageiros, o barco levava três tripulantes. Antes de chegar ao Oceano Atlântico, um dos pilotos teria feito uma parada em Vila Vitória, distrito de Oiapoque, onde mais cinco pessoas embarcaram. Havia ainda 700 quilos de carga no barco.

Apesar de ter acontecido no dia 28, somente no dia 31 de agosto as autoridades brasileiras e francesas tiveram conhecimento do naufrágio, que aconteceu na foz do rio Aprouague, no cabo Pointe Béhague, após encontrar uma sobrevivente. Outros três sobreviveram, além deles as autoridades francesas encontraram três corpos no oceano. 

DNA

Nesta quinta-feira (9) a Polícia Federal começou a receber familiares dos desaparecidos para coleta de material genético na superintendência de Macapá e na delegacia federal de Oiapoque. As amostras serão enviadas ao governo da Guiana Francesa para comparação com o material colhido dos corpos. A PF abriu inquérito para apurar o naufrágio.