08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Agradar a quem?

Roberto 'general' Macedo
| Tempo de leitura: 2 min

Não sou advogado do poder público municipal, mas nunca vi tanto mimimi nem xororô como nos últimos tempos em nossa Bauru. Uma mulher ganhou a eleição democraticamente e já no dia seguinte veio gente criticar que ela não é da cidade, é uma forasteira e outros adjetivos pejorativos e racistas que prefiro nem nominar, como se "ser da cidade" seja sinônimo de competência. Ganhou porque a maioria votou e acreditou ser o melhor para mudar essa mesmice política que vivemos por muitos anos e sem resolver nada.

Agora vem os pseudoambientalistas criticar a derrubada de árvores na Praça Portugal para o esperado "encontro" das avenidas Getúlio Vargas e Comendador Martha. Na minha modesta opinião, como morador daquela região, até demorou para acabar com aquele gargalo no trânsito da cidade. Reclamamos por anos da falta de água, se fura um poço elogiam, se dá um problema técnico em seguida lá vem os "reclamões" de sempre criticando nas redes sociais, se vai para SP metem a boca por ir e ser multada por não usar máscara, como se os bauruenses fossem o primor em seguir as regras sanitárias e 100% dos bauruenses tivessem ido ao Vitória Régia. Falta dinheiro para combater a Covid que envolve vidas humanas e o pessoal reclama que outros segmentos perderam verba. Se a coleta e demais serviços prestados pela Emdurb e o DAE são ruins e tentam privatizar, vem chumbo grosso, afinal, o que realmente quer esse pessoal? O mundo gira, o progresso exige sacrifícios, tentar mudar o que não vem dando certo é normal, muitos não o fazem por medo de perder cacife político, outros enfrentam essa barra e seguem tentando fazer o melhor para o hoje e para o amanhã.

Esse imediatismo e vontade férrea de "só criticar" está ficando irritante! Deixem aqueles que querem trabalhar em paz e os demais que sigam suas vidas sem perturbar as dos outros.

Sei que muitos desses 'críticos de tudo' irão se manifestar por minha forma de pensar e irão, para variar, criticar, mas não ligo. Como diz o ditado: "os cães ladram e a caravana passa".

No caso, os críticos profissionais reclamam e Bauru vai tentando crescer.