10 de julho de 2026
Nacional

Ministério da Saúde reafirma que não deve vacinas aos Estados

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O Ministério da Saúde reafirmou neste sábado (11), que não há atrasos na entrega de vacinas contra a Covid para aplicação de segunda dose. Nos últimos dias, governo federal e Estado de São Paulo divergem sobre o repasse dos imunizantes. Enquanto a pasta afirma que não deve doses para nenhum Estado Brasileiro, o governador João Doria (PSDB) afirma que o ministério deve 1 milhão de doses e que, caso não receba, irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

"O Ministério da Saúde informa que não deve quantitativo de segunda dose das vacinas Covid-19 a nenhum Estado brasileiro", afirmou a pasta. Mais de 95% das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da Capital paulista estão sem vacinas da AstraZeneca para a segunda dose e a falta já atinge todo o Estado. Segundo o governo estadual, desde o fim de semana cerca de 1 milhão de pessoas ficaram sem o esquema vacinal completo.

Ao comentar a situação de São Paulo, o governador afirmou que se trata de um problema do País. Alguns Estados, como Mato Grosso do Sul, também estão sem estoques de AstraZeneca em vários municípios. Por sua vez, o Ministério da Saúde argumenta que a falta de doses para completar o esquema vacinal da população deve-se a alterações feitas por Estados e municípios no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, o PNO.

"As alterações feitas por Estados e municípios no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), como descumprir o que foi pactuado em reunião tripartite (União, estados e municípios), acarretam na falta de doses", argumenta a pasta na nota.

Diante do cenário, o governo de São Paulo anunciou que a partir da próxima semana, quem estiver com a segunda dose da AstraZeneca atrasada poderá se vacinar com a Pfizer. A intercambialidade das vacinas foi chancelada pelo Comitê Científico do governo do Estado e pelo Programa Estadual de Imunização (PEI).