Brasília - Apesar da dificuldade em se encontrar vacinas de AstraZeneca em todo o País, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (13) que o intervalo entre doses do imunizante será diminuído de 12 para 8 semanas a partir do próximo dia 15.
Paralelamente, em reunião de secretários da pasta, ele fez críticas aos secretários estaduais, culpou os estados pela falta de vacina e por não seguir o PNI - Programa Nacional de Imunização, estipulado pela sua pasta.
INTERVALO
A redução do intervalo da Pfizer a partir de setembro já havia sido anunciado por Queiroga no mês passado. Já a CoronaVac tem intervalo menor, de 28 dias, e a da Janssen é de dose única.
Apesar das mudanças nos intervalos, os critérios adotados ainda diferem das recomendações das fabricantes. A Pfizer recomenda intervalo de 21 dias entre as doses e a AstraZeneca, de 12 semanas, como acontece hoje.
MUDANÇAS
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que é preciso haver critérios para a intercambialidade da segunda dose da vacina contra a Covid-19. Ele criticou que ela ocorra quando há a falta do imunizante por um período curto.
Segundo o ministro, a intercambialidade, que é a aplicação da segunda dose da vacina diferente da primeira, poderia ocorrer na falta da AstraZeneca quando começar a antecipação da segunda dose no país.
"Se por ventura a AstraZeneca, por contas operacionais, faltar eventualmente, se usa a intercambialidade. Mas o critério não pode ser faltou um dia já troca senão a gente não consegue avançar [no plano de vacinação]."
CRÍTICA
A fala foi uma crítica aos estados e municípios que decidiram aplicar a segunda dose da vacina diferente da primeira, caso da Prefeitura de São Paulo, que aplicou Pfizer nas pessoas que não conseguiram tomar a segunda dose da vacina AstraZeneca (leia ao lado).
Ao ser questionado sobre qual o recado o ministro daria às pessoas que chegassem nos postos e não encontrassem a segunda dose do mesmo imunizante, ele disse que o recado seria para os gestores.
"Eu falo para os gestores de Saúde que eles sigam o PNI (Plano Nacional de Imunizações) e nós juntos vamos conseguir fazer uma campanha mais eficiente."