No dia 15 de outubro, data que não está longe devido ao correr do próprio tempo, será lembrado em nosso país o Dia do Professor, este profissional vocacionado que tem uma responsabilidade muito grande na formação da pessoa e do cidadão atuando com amor da escola maternal à superior. Inegavelmente, é laureado por todos que reconhecem o seu valor fundamental na formação do homem e no desenvolvimento da sociedade, com exceção do poder público em todos os níveis de governos.
Aqui em nossa cidade, na altura da quadra 25 da rua Vereador Joaquim da Silva Martha, fica localizada a "Praça do Professor", bastante conhecida e frequentada pela comunidade. Esta praça, obra do grande e inesquecível prefeito Oswaldo Sbeghen, foi inaugurada em uma belíssima manhã (não me lembro da data porque a placa descerrada desapareceu) com a presença de moradores do entorno, vereadores da época contando também com o saudoso professor Rodolpho Pereira Lima, que dá seu nome à subsede do CPP, em localização fronteiriça. Recordo-me de como nossos filhos e outras crianças corriam e brincavam com alegria por participarem também dessa festa, inédita para eles. Após os discursos de praxe, personalidades foram convidadas para o plantio de uma árvore e a minha felizmente ainda está lá, viçosa, com meia idade e, de vez em quando, eu a acaricio com saudades.
Alguns anos após sua inauguração, aconteceu a instalação de uma academia ao ar livre e que hoje, infelizmente, tem inúmeros aparelhos quebrados. Muitas cobranças têm sido feitas, porém, com tristeza não têm surtido efeito. Aliás, o abandono de nossa praça tem sido uma característica, haja vista o estado da bandeira brasileira que ficou hasteada em seu mastro por muito tempo, fato absurdo que me levou a publicar no JC a matéria "A Bandeira que virou trapo". A situação perdurou por muito tempo até quando eu pedi a um fiscal da feira que solicitasse providências a quem de direito. Com justiça, devemos reconhecer e aplaudir a atual limpeza, sua manutenção e as podas efetuadas.
Porém, a tristeza continua. A meu ver, além da reparação urgente dos aparelhos da academia ao ar livre, no futuro alguns símbolos com dizeres que evoquem o Professor deveriam ser instalados, como um livro, lápis, um caderno, até mesmo uma estátua. Por quê? Porque o Professor é um gigante pequeno especial com uma perenidade reconhecida pelo próprio homem e abençoada por Deus. No passado havia, no presente há e no futuro, apesar de toda a luxuria e perplexidade da tecnologia, haverá Professor. Ele é insubstituível!
O autor é membro efetivo da ABLetras