Bauru tem 35 poços de água do Departamento de Água e Esgoto (DAE) espalhados pelos bairros e até o último dia 15 deste mês, quarta-feira, 16 bombas haviam queimado. Uma média, até o momento, de uma quebra a cada duas semanas. O número é considerado alto e um desafio a ser superado pela atual gestão, admite ao JC a autarquia. Os dados são contabilizados desde 2018, quando 14 bombas foram queimadas ao longo de todo o ano, em 31 poços existentes. Em 2019 foram 14 queimadas em 12 meses e no ano passado foram 18 quebras em 34 poços.
Segundo o presidente do DAE, Marcos Saraiva, o número está na média dos últimos anos, mas é, sim, considerada alta e que uma reunião interna será agendada com técnicos para discutir o tema. Ainda segundo ele, as bombas que estão queimando possuem de dois a três anos de uso e um dos principais motivos é a crise hídrica, provocada pela seca dos últimos meses. "Isso faz com que as bombas fiquem sobrecarregadas, com uso excessivo e pouco tempo para 'descanso'. Estão quase no limite. Um exemplo, comparativo, é um automóvel que tem uma margem segura de velocidade e o motor é forçado a acelerar constantemente além do limite máximo", explica.
CUSTO ELEVADO
Ainda de acordo com Saraiva, o custo de cada bomba queimada varia do tipo de conserto exigido. A média fica entre R$ 10 a R$ 20 mil. No entanto, se o motor principal queimar completamente, o prejuízo é de R$ 30 mil. "Cerca de 40% dos 35 poços que temos em Bauru apresentaram problema em 2021", cita.
Questionado se a pressão da água, as perfurações e se as oscilações de energia também são fatores determinantes para queimar as bombas, o presidente do DAE crê que estes detalhes também podem agravar, porém, não é possível afirmar porque a autarquia não tem ainda o monitoramento.
O DAE ressalta que é necessário instalar a telemetria nos poços e que a previsão de licitações é para 2022.
A meta do DAE é de entregar mais dois poços até o fim do ano e fechar 2021 com 37 unidades.
ECONOMIZAR ÁGUA
O presidente do DAE reforça a orientação para a população economizar água, devido à previsão de um longo período de estiagem. "Recebemos diversas denúncias de moradores que ainda insistem em lavar calçada com mangueira, desperdiçando muita água. Todos precisam fazer a sua parte e economizar", comenta Marcos Saraiva.
A autarquia ressalta que disponibiliza caminhões-pipa para o atendimento nas regiões com abastecimento afetado através do 0800-7710195, que recebe ligações apenas de telefone fixo, ou 3235-6140 e 3235-6179 para ligações feitas por aparelho celular.