O que temos assistido nos últimos tempos, tanto no Brasil como em vários países do mundo, é uma grave crise do sistema político representativo. A sociedade não se contenta mais com um sistema velho, agônico e que ao longo do tempo de distanciou dos anseios sociais. O sistema, oriundo de um mundo industrial-capitalista do século XIX-XX, não assimilou as transformações que o mundo contemporâneo, pós-globalização, vive.
Os processos tecnológicos e suas ferramentas, a evolução científica, a internet e as novas formas de relacionar-se alteraram substancialmente o modo de pensar, os hábitos e as formas de relação entre os indivíduos dentro de um grupo social. Afastando cada vez mais as pessoas dos meios políticos tradicionais. O partido político, os sindicatos e demais instituições clássicas não mais representam o pensamento e vontade dos grupos.
No Brasil, a corrupção institucionalizada nos governos do PT serviu para apartar ainda mais as pessoas do contexto político institucional. Por outro lado, a sociedade avançou bastante, como podemos ver através das manifestações populares de diversos grupos a partir de 2013.
Tais movimentos surgiram pela defesa da Democracia, da Liberdade e principalmente em resposta a essa crise de não representatividade em que vivemos. Esse modelo está esgotado. As pessoas não mais creem nele e não se sentem amparadas por tal.
Agem como catalisadores dessas insatisfações a internet e as redes sociais, que hoje se tornaram indispensáveis no contexto político.
É através da rede que as pessoas dos mais longínquos lugares (geográfico ou social) se manifestam e mostram suas impressões e revoltas de um mundo ainda muito desigual e desse sistema político antiquado.
Há que surgir novos modelos, que sejam exaustivamente debatidos e estudados com a sociedade, compreendendo profundamente essas crises que vivemos, as razões pelas quais surgem e os caminhos a se seguir.