09 de julho de 2026
Política

Prevent Senior: 'denúncias manipuladas'

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Em depoimento à CPI da Covid, nesta quarta-feira (22), o diretor da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior afirmou que a operadora não teve qualquer tipo de acordo com o Ministério da Saúde para a definição e elaboração de protocolos referentes ao uso de hidroxicloroquina. 

O diretor afirma que o ministério passou a utilizar um documento da operadora, sem a sua anuência. "Reafirmo: não houve qualquer tipo de acordo entre Prevent Senior e Governo Federal", afirmou. 

"Eles simplesmente utilizaram um documento interno da Prevent, um documento que é utilizado para orientação médica, para incorporar à normativa do Ministério da Saúde, sem nenhuma anuência ou, então, participação nossa", completou, lançando suspeita sobre ex-funcionários que teriam manipulado dados de pacientes da empresa.

NORMATIVA

Ainda assim, Pedro Benedito Batista Júnior, confirmou que a operadora adotou procedimento para alterar o código de diagnóstico dos pacientes com Covid-19, fazendo com que a doença deixasse de ser mencionada. Segundo ele, após 14 dias de internação o paciente já não tinha mais a doença e por isso houve essa orientação.

Batista Júnior ainda rebateu as informações que constam em um dossiê elaborado por médicos da própria operadora, afirmando que em nenhum momento ocultaram mortes em um estudo com hidroxicloroquina. Ele ainda acusou profissionais de fraudarem uma planilha para alterar os resultados desse estudo.

O diretor acabou incluído na lista de investigados formais da CPI da Covid. 

ENTENDA

O diretor foi convocado após denúncias de que a Prevent usou seus hospitais como um laboratório, para estudos com hidroxicloroquina. Dossiê assinado por 15 médicos entregue à CPI confirma a denúncia. 

O dossiê acusa ainda a Prevent Senior de alterar prontuários médicos, para ocultar eventuais problemas com o chamado tratamento precoce. Em particular, o documento menciona os casos do médico Anthony Wong e Regina Hang, mãe do empresário bolsonarista Luciano Hang, ambos morreram de Covid-19.

No caso de Regina, o documento aponta que ela usou o chamado "kit Covid", contrariando declaração de seu filho após a sua morte, declaração reafirmada em nota ainda nesta quarta-feira (leia abaixo).