08 de julho de 2026
Nacional

Diretor da Precisa se cala na maior parte do tempo

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado tentou ouvir, nesta quinta-feira (23), o empresário Danilo Trento. Trento é diretor institucional da Precisa Medicamentos e amigo de Francisco Maximiano, dono da empresa. Ele negou participação nas tratativas do acordo de compra da vacina indiana Covaxin com o Ministério da Saúde intermediado pela empresa. O contrato para 20 milhões de doses do imunizante ao custo de R$1,6 bilhão foi cancelado em agosto pela pasta depois de denúncias trazidas pela CPI. Na maioria das perguntas, acompanhado de advogados, ele preferiu se calar.

Danilo Trento é apontado como sócio oculto da Precisa e suspeito de ter empresas associadas a Francisco Maximiano - relação que é alvo da CPI. Aos senadores, o empresário negou participação nos processos com o ministério por ser "diretor institucional" da Precisa.

VIAGENS

Apesar de dizer que não atuou em negociação de imunizantes, Trento admitiu que esteve duas vezes na Índia, mas não informou as datas, nem o motivo da viagem. Segundo o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a suspeita é que Trento e Maximiano viajaram juntos à Índia para negociações em torno da venda de testes da Covid e da vacina Covaxin ao Brasil.

Trento confirmou que foi a Las Vegas, mas ficou em silêncio quando perguntado se algum senador o acompanhou. O senador Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ) esteve em Las Vegas no mesmo período de uma viagem do empresário Danilo Trento para a cidade norte-americana.

Dados do portal do Senado apontam que Flávio Bolsonaro esteve nos Estados Unidos em janeiro do ano passado. 

A recusa do empresário em detalhar a viagem ou até mesmo dizer se estava acompanhado de algum parlamentar levantou suspeitas da CPI que aprovou dois requerimentos de quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do diretor Institucional da Precisa.