09 de julho de 2026
Política

Rodrigo representou parlamento brasileiro em evento sobre clima

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 3 min

A preocupação de parlamentares de todo mundo com o desmatamento na Amazônia, pelo reflexo que causará ao clima, com a redução das chuvas, e o efeito deste desequilíbrio para a agricultura brasileira, fonte de abastecimento mundial, foi uma das grandes preocupações demonstradas por senadores e deputados que participaram do ICCF Group, evento paralelo à Assembleia Geral da ONU, realizado esta semana em Washington (EUA), e do qual o deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB) participou representando a Câmara dos Deputados do Brasil. Na pauta, questões relacionadas ao meio ambiente, como os investimentos que os países terão que fazer para enfrentar as mudanças climáticas.

Segundo o deputado, o evento foi um grande diálogo de parlamentares de vários países em busca de propostas e soluções para serem apresentadas na Conferência Mundial do Clima, que acontece de 31 de outubro a 12 de novembro na cidade escocesa de Glasgow.

Originalmente, a COP26 havia sido planejada para novembro de 2020, mas foi adiada devido à pandemia.

"Muita gente está querendo saber o que está acontecendo no Brasil, sobre o desmatamento, a falta de políticas ambientais. Isso tudo foi um tema muito forte, houve muita cobrança em relação ao Brasil. O mundo inteiro está muito preocupado, porque querem saber o que os parlamentos vão levar para a conferência em novembro", explicou.

INTERCÂMBIO

Os parlamentares, de acordo com o deputado, estão preocupados com o que os seus governos vão fazer, mas muita coisa já está sendo aprovada pelos parlamentos. Deputados e senadores estão apresentando propostas e muita coisa já está sendo votada. "Aqui no Brasil não é diferente, tem vários projetos importantes, como o que regula o mercado de carbono no país, que está na Câmara para ser votado. Então, a gente conseguiu avançar muito neste intercâmbio de experiências, o que cada país vai apresentar, o que cada parlamento está fazendo", afirmou. O deputado, que é ex-prefeito de Bauru, adiantou que pretende se reunir, na próxima semana, com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), para discutir sobre os pontos definidos durante o evento.

INVESTIMENTOS

Afinal, as mudanças climáticas são a principal agenda do mundo, no pós-covid. Tanto que um dos debates foi também sobre qual será o protagonismo exercido pelo Brasil nos investimentos de US$ 3,7 trilhões destinados pelo governo nortemaericano para as questões climáticas, de acordo com Rodrigo Agostinho. "É um investimento muito grande e o Brasil pode ser o grande protagonista deste projeto e receber uma parte significativa destes recursos, mas a gente tem que fazer a nossa lição de casa", ressaltou

Além dos debates centrais, o deputado contou que, juntamente com parlamentares de outros países amazônicos, participará de um fórum de intercâmbio, criado para a troca de experiências entre os deputados, principalmente do Brasil, Peru e Colômbia, os três países que contaram com presença mais marcantes no evento. "Por enquanto, o que é consenso no exterior é que haja investimento para que a energia do mundo se torne limpa e os carros sejam todos elétricos, mas não vai dar para regular o clima se não regularmos as questões das florestas, se a gente não parar de desmatar", concluiu o deputado.