Brasília - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta sexta-feira (24) em seu Twitter a aplicação de doses de reforço de vacinas contra a Covid-19 em profissionais da saúde. De acordo com o ministro, a Pfizer deve ser o imunizante preferencial para esse caso e a dose de reforço deverá ser aplicada a partir de seis meses após as duas primeiras doses.
O ministro está despachando virtualmente a partir do seu hotel em Nova York, aonde cumpre quarentena desde que foi diagnosticado como portador do coronavírus. Queiroga cumpre isolamento após testar positivo para a Covid-19, na terça-feira, cidade aonde estava acompanhando a comitiva do presidente Jair Bolsonaro em conferência na ONU.
"Acabamos de aprovar a dose de reforço para profissionais de saúde, preferencialmente com a Pfizer, a partir de seis meses após a imunização completa. Essa já é a maior campanha de vacinação da história do Brasil. Brasil unido por uma #PátriaVacinada", publicou Queiroga na rede social, sem deixar claro, porém, quais outros imunizantes podem ser utilizados na falta de Pfizer.
IDOSOS
Hoje em dia, o Ministério da Saúde já orienta a dose de reforço para idosos acima de 70 anos, também com Pfizer. Contudo, Estados como São Paulo têm utilizado também a CoronaVac para esses casos.
Marcelo Queiroga enfatizou que a dose deve ser aplicada após os seis meses da imunização completa e fez pedido para que a vacina usada seja preferencialmente da Pfizer.
"Acabamos de aprovar a dose de reforço para profissionais de saúde, preferencialmente com a Pfizer, a partir de seis meses após a imunização completa. Essa já é a maior campanha de vacinação da história do Brasil."
IMUNOSSUPRIMIDOS
A dose de reforço já havia sido aprovada para idosos a partir dos 70 anos e em imunossuprimidos.
Todos os imunossuprimidos que já tomaram a segunda dose da vacina há 21 dias poderão receber o reforço. A necessidade de doses de reforço de vacinas contra o coronavírus vem sendo discutida em âmbito mundial. Estudos mostram que a proteção das vacinas cai com o tempo.
CAPITAL PRESSIONA
Após ter registrado crescimento de 46,7% de profissionais da saúde com Covid-19, a Prefeitura de São Paulo encaminhou ofício ao governo João Doria (PSDB) para pedir que seja priorizada a aplicação da dose de reforço nesse grupo.
O governo estadual não respondeu se estuda uma data para iniciar a dose de reforço nos profissionais da área.
Dados da Secretaria Municipal de Saúde de quinta-feira (23, mostram que a capital tinha 342 profissionais da saúde afastados por estarem com Covid. No início do mês, em 2 de setembro, eram 233.
Ainda na quinta, outros 1.072 profissionais estavam afastados por estarem com sintomas gripais. No começo do mês, eram 934.
Desde junho os casos confirmados entre os profissionais da área seguiam em queda. Eles voltaram a crescer em setembro, exatamente seis meses após março, mês em que foi concluída a vacinação desse grupo.