09 de julho de 2026
Nacional

Mercado pet vende mais que linha branca

Daniele Madureira
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - Manuela, 6 anos, ficou muito triste com a suspensão das aulas na escolinha ano passado. Estudante do último ano da Educação Infantil, a menina tinha acabado se ser matriculada em uma nova escola quando a pandemia começou. Filha única, sem o contato com os antigos colegas, e privada da convivência com os novos, começou a ficar nervosa e a chorar com facilidade.

Manu sempre foi apaixonada por cachorros, mas a mãe, Dalila de Souza Bonfim, 42 anos, relutou o quanto pode em trazer um animalzinho para casa. Mas acabou cedendo. Dalila estabeleceu uma série de regras para Floquinho, como não subir no sofá ou deitar na cama. Todas caíram por terra rapidamente. "Hoje nas videochamadas para ver a Manu e o meu marido, quando viajo a trabalho, também quero ver Floquinho, virou membro da família", diz a professora.

O amor de famílias por seus bichinhos de estimação ajudou o mercado pet a movimentar R$ 40,8 bilhões no ano passado, segundo o IPB (Instituto Pet Brasil), que acompanha os setores de criação, produtos e serviços para pets. O montante é maior do que fatura o setor de linha branca (fogões, geladeiras, freezers, máquinas de lavar, por exemplo), que movimentou R$ 29 bilhões em 2020, segundo a consultoria Euromonitor.

No mesmo período, segundo uma outra pesquisa, da consultoria Bain & Company, 18% dos consumidores brasileiros adotaram um pet. Hoje a população de animais domésticos no Brasil soma 144,3 milhões, entre cães, gatos, peixes e aves ornamentais, répteis e pequenos mamíferos.

"O segmento dos gatos é o que mais vem crescendo", diz Marraccini. "Possivelmente por ser um animal que se adapta bem a ambientes pequenos e é mais independente em relação ao cão, não precisa sair para passear, por exemplo", diz o executivo.