11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Pesquisa: modelo híbrido ganha na preferência de sistema de trabalho

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

Depois de mais de um ano e meio de pandemia, entre o surgimento de novas variantes do coronavírus e o avanço da vacinação no Brasil, as empresas que mantiveram o regime de home office durante todo o tempo tentam planejar como será o modelo de trabalho no próximo ano. Aquelas que pretendem voltar ao trabalho presencial encontram uma barreira: os funcionários preferem o modelo híbrido ou o home office.

Uma pesquisa feita pela consultoria de recursos humanos Adecco apontou que 40% dos entrevistados preferem o sistema híbrido e 33% o home office. A volta ao regime presencial é a preferência de apenas 16% dos profissionais.

As preferências podem ser explicadas por muitos fatores, entre eles dois abordados na pesquisa. Entre os 697 entrevistados, 58% sentiu que o home office afetou a sua vida pessoal de forma positiva e para 27% ela não foi afetada. Apenas 4% responderam que o regime de trabalho em casa afetou suas vidas de forma negativa.

Outra explicação pode estar relacionada com a vacina contra a covid-19: 46% dos respondentes disseram que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina; 38% tomaram apenas a primeira dose e 6% ambas as doses. No Brasil, 34,5% da população está totalmente vacinada e 67,3% tomou ao menos uma dose.

"Mesmo com o avanço da vacinação e com o reforço da terceira dose já em curso, entendemos que grande parte das empresas tende a manter o home office, mas alternando com idas regulares ao escritório. O que antes era visto com preconceito sobre como o colaborador iria performar, hoje é possível ver que pode funcionar bem, especialmente porque tem ficado mais estruturado, empresas têm se organizado para oferecer benefícios que apoiem o trabalho remoto", diz André Vicente, diretor geral da Adecco Brasil.