10 de julho de 2026
Política

Vereadores lamentam efeito da crise hídrica e cobram urgência do DAE

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

A grave crise hídrica que atinge Bauru repercutiu na sessão da Câmara desta segunda-feira (27) e muitos vereadores comentaram sobre os reflexos do problema para a população, principalmente desde que o rodízio reduziu as horas de abastecimento, mas apresentou falhas, levando moradores a ficarem quase 100 horas sem água, segundo os vereadores. Muitos cobraram rapidez na solução do problema.

O primeiro a comentar foi Jr. Lokadora (PP), para quem moradores informaram que, em alguns locais, a água demorou até 96 horas para chegar. "É preciso falar a verdade para a população. O povo está perdido sobre água em Bauru".

Guilherme Berriel (MDB), opinou que o ideal seria aumentar o número de poços na cidade. "Não iria falta água de forma nenhuma".

José Roberto Segalla (DEM) defendeu a concessão do serviço como solução para o problema. "A gente sabe que não é 12h por 48h, foi muito mais tempo sem receber água. Estamos castigando o munícipe com a alegação de que não vamos subir o preço da água. O investimento é muito caro, precisa de empresa que tenha capacidade para isso, e não vai ser o DAE. Vamos parar de hipocrisia e fingimento das pessoas que se dizem preocupadas com os funcionários (do DAE). Aqueles que são competentes não têm o que temer", afirmou. Segalla cobrou a proposta do Executivo para o Departamento.

VAMOS BUSCAR

Mané Losila (MDB) ressaltou a urgência em se buscar uma solução para o problema e cobrou o funcionamento do poço do Altos da Cidade. "Não podemos ficar no aguardo, em meio à crise hídrica que vivemos. O poço está lá, a bomba está lá e faltam cabos. Onde estão os cabos que vamos buscar", sugeriu. Também citou o uso de caminhões-pipas, mas com mangueiras liberadas para abastecimento.

O presidente da Câmara, Markinho Sousa (PSDB), afirmou que o racionamento instalado pela prefeitura não está funcionando. "A água pode até chegar nos bairros, mas não chega em todas as casas".

Para ele, a prefeitura deveria licitar a perfuração de vários poços ao mesmo tempo.

O estreante Ivo Leite (PSL) também ressaltou a necessidade de novos poços, mas citou estudo que aborda os reflexos do uso do Aquífero Guarani. E, finalmente, Julio Cesar citou que a prefeitura tinha 128 pedidos por caminhões-pipas apenas ontem.