Diante do arrefecimento da pandemia (clique aqui e leia mais) e da grande fila de espera por internações relacionadas a outras enfermidades, o promotor de Saúde Pública de Bauru, Enilson Komono, emitiu, nesta quarta-feira (29), uma recomendação administrativa para que o Hospital Estadual (HE) faça a readequação dos 70 leitos que atualmente estão direcionados à Covid-19, sendo 40 UTIs e 30 enfermarias.
Segundo ele, as tabelas emitidas diariamente pela Diretoria Regional de Saúde 6 (DRS-6) mostram que, desde 25 de setembro, os 70 leitos estão ociosos. O representante do Ministério Público Estadual (MPE) diz ainda que visitou pessoalmente o HE e, além de se reunir com os dirigentes, confirmou que todos esses leitos estão vazios.
O principal ponto tratado pelo promotor nos documentos com a recomendação administrativa, que são direcionados à DRS-6, à Famesp e ao próprio Hospital Estadual, é sobre a grande fila de espera por leitos de outras doenças. Após consulta ao site da prefeitura, ele pontuou que 69 pacientes, somente de Bauru, aguardavam nas UPAs e no PS Central, na tarde desta quarta, por internação.
Às 23h de ontem, conforme o JC apurou na página, a fila estava em 66 bauruenses esperando por um leito, um montante ainda considerado bastante alto.
REGIONAL
Komono também destaca que o HE é uma unidade de referência regional para 68 municípios, e, com isso, projeta que essa demanda deve ser muito maior, sugerindo centenas de pessoas à espera de uma UTI.
Por fim, também para justificar a readequação dos 70 leitos destinados à pandemia no HE, o promotor de Saúde Pública lembra que os pacientes com Covid-19 em Bauru estão sendo tratados no hospital de campanha montado no futuro Hospital das Clínicas (HC) da USP, "que ainda prossegue nos atendimentos da pandemia de forma satisfatória".
CINCO DIAS
Diante de todo esse quadro, Enilson Komono fez a recomendação para que os responsáveis "imediatamente providenciem a readequação dos 70 leitos ociosos no Hospital Estadual de Bauru, a fim de dar atendimento aos pacientes represados na fila Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde)".
O promotor deu um prazo de cinco dias a partir do recebimento do documento para que a DRS-6, a Famesp e o HE se manifestem sobre as medidas constantes na recomendação.