10 de julho de 2026
Esportes

Infantino diz que mudança só sairá se beneficiar a todos


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Ao considerar o atual calendário mundial ultrapassado, desgastante e pouco atraente, a Fifa vem consultando dirigentes, federações, técnicos e jogadores para encontrar uma solução para a "globalização do futebol". O presidente Gianni Infantino revelou, nesta quinta-feira (30), que suas propostas de mudanças, com Copa do Mundo a cada dois anos, menos janelas para jogos da seleção e competições mais equilibradas serão definidas em comum acordo e só sairá do papel se "beneficiar a todos". A reposta definitiva está marcada para novembro.

"Estamos diante do processo de consulta mais abrangente e exaustivo que o mundo do futebol já viu para atender à necessidade de reformas nos calendários de jogos atuais" afirmou Infantino. "Mas só faremos mudanças se isso beneficiar a todos. Ninguém deveria ser um perdedor nisso, todos deveriam ser melhores no final do dia. Do contrário, não há razão para mudar nada, se o mundo do futebol mundial e todos nele não forem melhores. Estamos cientes dos diferentes desafios."

O Calendário de Jogos Internacionais (IMC) que Infantino e a cúpula da Fifa tanto estudam modernizar é o que define as datas dos jogos das seleções e os dias em que jogadores devem ser liberados pelos clubes para apresentação. Também há a sugestão de que as rodadas de Eliminatórias, por exemplo, sejam mais enxutas, evitando tantas paralisações nos campeonatos.

"Esta 1ª cúpula foi um passo importante no processo de consulta, pois deu aos membros do Conselho da Fifa e a mais de 200 associações filiadas a oportunidade de fazer propostas, questionar e discutir questões abertamente e de forma transparente", revelou Infantino, sem esconder seu apreço por Copas do Mundo de dois em dois anos a partir de 2024. Ele já teria o aval de 146 associações das 211 filiadas.

A primeira fase de "consultas" da Fifa, já concluída, envolveu jogadores e treinadores. A segunda está em ação com federações afiliadas, confederações e até torcedores sendo ouvidos. Um relatório completo será publicado em novembro, antes da realização de uma cúpula mundial. "Temos a oportunidade de moldar a história do futebol, olhar para frente, aprender com o passado e desenhar o futuro porque a nossa visão é tornar o futebol verdadeiramente global", observou Infantino.