11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Paulo Guedes admite estar diante de grande desafio inflacionário

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta sexta-feira (1) que é necessário criar uma solução para o aumento do preço dos combustíveis. Segundo ele, no entanto, a saída precisa ser fiscalmente responsável.

"Temos a tarifa social para a energia elétrica, temos que produzir uma solução para os combustíveis. Mas sempre com duplo compromisso de proteger também as futuras gerações, em vez de simplesmente, como no passado, recorrer a financiamento inflacionário e medidas populistas", afirmou em evento no Palácio do Planalto.

"Estamos agora diante de um desafio, nesse duplo compromisso [saúde e economia], com a subida da inflação, dos preços de combustíveis, da energia", disse.

FUNDO SUBSIDIADO

Governo e aliados no Congresso discutem possíveis ações para conter o aumento nos preços e a perda de popularidade do presidente Jair Bolsonaro. Uma delas é a criação de um fundo a ser abastecido com recursos públicos para subsidiar os valores.

Guedes aproveitou o discurso de proteção aos vulneráveis para cobrar mais uma vez do Senado a aprovação do projeto que altera regras do Imposto de Renda. A proposta faz parte da solução buscada pela equipe econômica para respaldar juridicamente o programa Auxílio Brasil (substituto do Bolsa Família).

O governo também busca, para executar o novo programa social, a PEC (proposta de emenda à Constituição) que flexibiliza os precatórios -para abrir espaço no teto de gastos (que impede o crescimento real das despesas). Guedes disse que aguarda uma orientação do STF, que acompanha o assunto e pode julgar a constitucionalidade do texto final da PEC.

"Nós vamos pagar os mais frágeis e vulneráveis ou os superprecatórios? Temos que escolher. Então estamos esperando essa orientação do Supremo", disse. Apesar de Guedes opor um tema a outro, tenta essa saída após deixar de cortar despesas em outras áreas.

"Mas fizemos a via legislativa. Primeiro o Congresso, que é a Casa que responde ao povo, são os representantes da população, e eles vão nos apoiar", admitiu.

"O Congresso vai nos ajudar. Precisamos da PEC dos precatórios, que é o que assegura nosso espaço para os programas sociais, e também do [projeto do] imposto de renda", afirmou.