07 de julho de 2026
Nacional

Atos cobram comida, emprego e renda


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Brasília - Ao menos 60 cidades brasileiras convocaram atos no dia de ontem, sábado (2), para pedir medidas urgentes do governo federal, segundo levantamento dos órgãos de imprensa. Com faixas atacando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), críticas à condução do combate à pandemia pelo Ministério da Saúde, à alta de preços (principalmente do gás de cozinha) e o reforço de vacinados que foram pela primeira vez às ruas, os atos contra o governo federal e pelo impeachment do presidente da República começaram na manhã nas principais capitais. A maior concentração pela manhã ocorreu no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, os manifestantes se concentraram desde cedo na região do Masp, na avenida Paulista, mesmo com o ápice do ato marcado para o final da tarde e início da noite (leia mais ao lado). Pré-candidatos ao cargo de mandatário do Brasil (a eleição será em 2022) e postulantes da chamada terceira via estavam previstos para discursar. O único deles que discursou, ainda pela manhã, foi Ciro Gomes, do PDT.

Na maioria das cidades além de protesto contra o presidente, houve até faixas com pedido de impeachment, os atos reuniam representantes de sindicatos e partidos de oposição.

Em todos uma tônica: cobrança de mais comida, emprego e renda para a população. "Vamos fazer protestos até conseguirmos aumentar a mobilização", afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Mato Grosso do Sul, Vilson Gimenes Gregório.

A maioria dos manifestantes protestou também contra o comportamento do presidente na pandemia: o fato de não usar máscaras e participar de aglomerações, minimizando os riscos da Covid.

RIO DE JANEIRO

Lideranças do PDT, PSOL, PSB, PT, PCB e PV discursaram no início da tarde deste sábado (2) nos atos contra o presidente Jair Bolsonaro realizados na Cinelândia, centro do Rio. Impeachment, preço dos combustíveis, fome, violência, desmonte de direitos e ataques às liberdades foram os eixos centrais das falas, que destacaram a superação das diferenças para derrotar Bolsonaro.

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) criticou as fake news e ressaltou a importância da união para vencer Bolsonaro. "Eles querem mais uma vez impedir que a esquerda avance, e a nossa unidade é muito importante. Nós não somos todos iguais, temos as nossas diferenças, mas elas não podem ser maiores do que aturar um fascista no governo. É na rua que a gente derruba o Bolsonaro", afirmou.

CIRO GOMES

O pedetista Ciro Gomes, único presidenciável a comparecer ao ato no Rio, disse que é preciso pressionar o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para fazer o impeachment avançar. "Precisamos tirar Arthur Lira da inércia. Isso só vai acontecer com luta, com nosso povo organizado, deixando nossas diferenças para depois", disse.

CASO DE POLÍCIA

Sem violência e com tranquilidade, os atos eram apenas observados pela Polícia Militar. Apenas uma ocorrência havia sido registrada na manhã de ontem.   Uma manifestante foi atropelada no centro do Recife (PE). A vítima, Isabela Freitas Veras, estava na comissão que garantia o diálogo entre os condutores e o manifestantes em uma das principais vias de acesso da cidade. Um condutor,  teria arrastado a jovem por mais de 100 metros. Ela sofreu lesões e foi hospitalizada. Seu estado de saúde, nem o nome do condutor do carro, não havia sido informado até o fechamento desta edição.