10 de julho de 2026
Geral

Primeira dose da vacina contra a Covid chega a 95% do público-alvo em Bauru

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

A vacina contra a Covid-19 chegou ao braço de 95% dos moradores de Bauru que integram o público-alvo com indicação para receber as doses. Até esta sexta-feira (1), 309.902 pessoas haviam recebido ao menos a primeira dose do imunizante, em um universo de 323.841 habitantes que possuem 12 anos ou mais, contingente populacional estimado pela prefeitura com base em dados fornecidos pelo Ministério da Saúde.

Além de 95% dos bauruenses nesta faixa etária já terem recebido ao menos a primeira dose, 71%, ou 231.927 pessoas, completaram o ciclo vacinal com duas doses dos imunizantes CoronaVac, AstraZeneca/Oxford ou Pfizer/BionTech ou, ainda, com a dose única da Janssen.

São índices alcançados pouco mais de oito meses após o início da vacinação no País e quando Bauru completa um ano e meio do primeiro caso de Covid-19 registrado na cidade, em 30 de março de 2020. De lá para cá, bauruenses sepultaram 1.228 entes queridos, vítimas do novo coronavírus, e quase 59 mil pessoas foram infectadas pela doença, conforme as estatísticas oficiais.

Apesar de toda a tragédia provocada pela Covid-19, ainda há uma parcela da população que se recusa a receber a vacina. Segundo Ezequiel Santos, diretor do Departamento de Saúde Coletiva de Bauru, a expectativa é de que, até o fim da campanha, Bauru consiga alcançar algo em torno de 311 mil pessoas imunizadas, o que corresponderia a uma cobertura vacinal de 96%.

NOVO CENÁRIO

Porém, ainda restaria um contingente de 12,8 mil moradores resistentes à ideia de tomar a vacina como forma de proteção contra o coronavírus. A cobertura alcançada até agora, contudo, é considerada satisfatória. E, devido à forte adesão da população à campanha, o volume de casos, mortes e internações na cidade está em patamares baixos, cenário completamente diferente do enfrentado meses atrás.

Durante cinco meses neste ano, de 10 de fevereiro a 10 de julho, quase sempre as UTIs dos hospitais públicos direcionadas ao tratamento da doença operaram com 100% da capacidade ou acima deste limite. Na época, muitos pacientes precisaram ser transferidos para outras cidades do Estado e outros tantos morreram à espera de vaga.

Agora, a rede segue com baixa ocupação, com o menor índice, de 7%, registrado nesta sexta-feira. Além disso, até sexta, Bauru estava há nove dias sem contabilizar mortes por Covid-19, uma marca que só tinha sido estabelecida nos primeiros meses de pandemia, entre abril e maio de 2020.

PRECOCE

Apesar do momento mais tranquilizador, Ezequiel Santos pontua que ainda é prematuro fazer qualquer avaliação sobre o futuro da pandemia na cidade. "Em 2020, por exemplo, tivemos queda de casos no fim do ano, seguido de um aumento expressivo no início de 2021. Agora, com o percentual que estamos atingindo de segunda dose da vacina, provavelmente não teremos a situação crítica que observamos entre março e julho deste ano, mas ainda poderemos ter algum aumento", analisa.

O diretor lembra que a variante P.1 (de Manaus) foi a grande responsável pela explosão de casos no primeiro semestre de 2021, mas, agora, mesmo com a disseminação da delta, o número de casos e mortes não voltou a crescer, resultado do avanço do processo de vacinação. "A vacina mostrou sua eficácia. Agora, precisamos que não haja uma nova variante agressiva e que escape da proteção conferida pelos imunizantes. E a melhor forma de evitar que isso aconteça é a população tomar as duas doses da vacina, manter o distanciamento, usar máscara, lavar as mãos e usar álcool em gel", completa.