10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Covid recua e mercado de aluguel de chácaras reaquece para final de ano

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Com o avanço da vacinação e da flexibilização nas regras de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, donos de chácaras de Bauru vivem um cenário bem diferente neste final de ano em relação ao ano passado e relatam, inclusive, corre-corre de clientes em busca de espaço para confraternizações de Natal e Réveillon. Muitos já fecharam as datas não só para dezembro, mas também novembro. Situação bem diferente de 2020, quando por volta de setembro, ainda havia disponibilidade de agenda para as festas de final de ano.

O aposentado Valdir Fernandes, dono de uma chácara na Zona Oeste, próxima à rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, relata procura bem mais acirrada neste ano. "Novembro e dezembro já estão lotados. Não só confraternização, mas também aniversários e casamentos. Muito diferente do ano passado, quando a procura pelo aluguel começou basicamente em novembro", conta.

Quem também sentiu o aquecimento no mercado foi o aposentado José Flávio Carareto, dono de uma chácara no Vale do Igapó, há dez anos. Ainda restam poucas datas disponíveis em dezembro, mas ele acredita que serão preenchidas nos próximos dias. "Até setembro de 2020, tivemos quase zero de procura. Mas como agora está mais flexível, aumentou muito a procura desde agosto", conta. Para ele, o valor com os alugueis representa uma renda importante no final do ano. "Temos que pagar as despesas da chácara, então precisamos alugar até para manter o negócio".

Depois de quase um ano e meio sem alugar a chácara, o aposentado Roberto Saccardo comemora o cenário favorável de 2021. O imóvel fica dentro da cidade, perto do Recinto Mello Moraes, e famílias compõem o principal perfil de clientes. "Geralmente são aniversários, festas de 15 Anos, não costumo alugar para outros tipos de festas. Novembro e dezembro estão lotados. Ano passado, até setembro, não tinha fechado nenhuma data ainda", conta.

Já o vendedor Sérgio Brandini, dono de uma chácara no Vale do Igapó, ainda possui algumas datas disponíveis para dezembro. "A procura aumentou muito esse ano. Daqui a pouco vai estar tudo alugado", acredita. "Ano passado, estava tudo travado, não deu para trabalhar direito. É uma renda importante, mas não é a única, não vivo disso. Mas tem gente que precisa desses alugueis, caso contrário, a coisa complica".