08 de julho de 2026
Atitude

Metade dos jovens relata problemas de saúde mental

Mariana Rosário
| Tempo de leitura: 1 min

Uma pesquisa realizada em diferentes cidades brasileiras, entre elas a Região Metropolitana do Rio, mostrou que metade dos jovens de 18 a 24 anos considera sua saúde mental como "ruim" (39%) ou "muito ruim" (11%). No mesmo grupo, somente 4% classifica sua saúde mental como "muito boa".

O estudo - que avaliou respostas de homens e mulheres com 18 anos ou mais - mostra que os jovens se sentem mais afetados do que os outros grupos. Considerando o público geral, o número de pessoas que classificou a saúde mental como "muito ruim" foi de 5% e "ruim", 25%.

Do total dos pesquisados, as queixas mais comuns foram tristeza (42%), insônia (38%), irritação (38%), angústia ou medo (36%), além de crises de choro (21%).

Ao todo, 2 mil pessoas responderam ao questionário. O levantamento é da consultoria Ipec e foi apresentado pela farmacêutica Pfizer. O estudo também analisou a busca dos participantes por apoio especializado: 21% chegaram a procurar ajuda profissional, e 11% fazem acompanhamento de maneira contínua.

Os diagnósticos mais detectados foram de ansiedade, com 16% dos respondentes, e depressão, detectado em 8%. Também foram relatadas síndrome do pânico (3%) e fobia social (2%). "A escalada de transtornos mentais já acontece há pelo menos duas décadas, a pandemia só escancarou o problema", avalia o médico e pesquisador do departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Michel Haddad.

Ao todo, quatro em cada cinco participantes declararam que a pandemia impactou sua saúde mental de alguma forma. Em especial, a preocupação com acúmulo de dívidas foi a mais relatada, com 23%. Na sequência, aparecem o medo de testar positivo para a Covid-19 (18%) e a morte de uma pessoa próxima (12%).