09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bolsa cai 2,2% com instabilidade e dólar registrou alta de 1,44%

Estadão Conteúdo
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São Paulo - Com o aumento da aversão a riscos no Exterior, causado pelo impasse sobre o teto da dívida americana e a crise de solvência da incorporadora chinesa Evergrande, o investidor nacional seguiu ontem o mercado internacional. Como resultado, a Bolsa (B3) fechou com queda de 2,22%, aos 110.393,09 pontos, enquanto o dólar registrou alta de 1,44%, a R$ 5,4465. Com a alta global do petróleo, as ações da Petrobras subiram mais de 2%, destoando da queda do Ibovespa.

Segundo analistas, o forte recuo no mercado americano pesou no desempenho do índice da B3. Em Nova York, o Dow Jones recuou 0,94% e o S&P 500, 1,30%. Já o Nasdaq cedeu 2,14%, com destaque para a perda de 4,89% das ações do Facebook, empresa dona também dos aplicativos WhatsApp e Instagram, que ficaram fora do ar durante boa parte do dia. Houve forte recuo de outras ações de tecnologia, diante das perspectivas de avanço da inflação americana: Apple caiu 2,46%, Amazon, 2,85% e Twitter, 5,79%.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que não pode garantir que não haverá calote da dívida, e fez um apelo para que os republicanos "saiam do caminho" e deixem os democratas elevarem o teto da dívida. "Um calote da dívida levaria nossa economia ao precipício", afirmou Biden. "Nunca falhamos em pagar nossas dívidas, é o que nos define."

PETRÓLEO

A elevação global do petróleo é outro fator acompanhado de perto pelo governo americano, apontou a porta-voz Casa Branca, Jen Psaki. Segundo ela, o governo dos EUA usará "todos os meios à disposição" para evitar que os preços de combustível subam demais, com a intenção de barrar um impacto ainda maior nos preços e, consequentemente, na inflação. Durante entrevista coletiva, a porta-voz disse também que o país já liberou parte de suas reservas estratégicas para lidar com o quadro.

Ontem, o WTI para novembro subiu 2,29%, a US$ 77,62 o barril em Nova York. Já o Brent para dezembro avançou 2,50%, a US$ 81,26 o barril em Londres.