Na tentativa de otimizar a utilização do Recinto Mello Moraes, a Associação Rural do Centro Oeste (Arco) tem feito investimentos para explorar melhor o potencial da área e oferecer novas opções de lazer em Bauru. Depois de inaugurar um bar e uma pista de provas no final de agosto, o projeto agora é colocar em funcionamento um restaurante aos finais de semana. A expectativa é de que o serviço comece no primeiro semestre do ano que vem.
Segundo o presidente da Arco, Emílio Brumati, o projeto do restaurante prevê atender até 300 pessoas aos domingos. "A ideia é focar em comida caipira, tocar uma música ao vivo, como moda de viola ou um sanfoneiro. O Recinto tem a vantagem de ter um espaço grande, tem fácil acesso para estacionamento. Para as crianças, a ideia nossa é ter uma charrete para passeios, coisa que você não vê hoje em dia", explica.
A cozinha ainda passa por reformas e parte dos equipamentos já foi adquirida. O restaurante deve funcionar no mesmo espaço do bar, que fica em frente à pista da prova dos três tambores. A área era uma antiga concentração de piquetes para o gado, que estava ociosa há mais de 20 anos. "Investimos cerca de R$ 300 mil somando a pista e a estrutura do bar e do restaurante. Só na prova de inauguração, geramos entre 40 e 50 empregos diretos. E ainda tem a movimentação do sistema hoteleiro da cidade", aponta Emílio.
No entanto, para funcionar, o restaurante está condicionado a uma licitação da concessão de uso do Recinto. Segundo o presidente da Arco, a concorrência deve ser realizada até dezembro e outras empresas ou associações devem participar. "Porém, como a gente tem uma história de muitos anos aqui dentro, fica favorável para a Arco [concorrer à licitação], porque a gente sabe tudo sobre a manutenção diária, a gente conhece tudo aqui dentro", complementa Emílio Brumati.
A Arco administra o Mello Moraes há 48 anos. "O Recinto precisa de vida, precisa ser usado, precisa de trabalho. Se a gente não der vida para ele, vai acabar", conclui.