09 de julho de 2026
Regional

Sem acordo, fábrica anuncia demissões

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - A fabricante de carrocerias de coletivo Caio Induscar, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), anunciou nesta quinta-feira (7) que, diante da negativa dos trabalhadores em aceitar acordo proposto pela empresa, irá iniciar demissões nos próximos dias com o objetivo de "equalizar a atual capacidade produtiva às vendas". Em comunicado à imprensa, o Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu e Região informou que segue negociando com a Caio para amenizar os impactos dessas demissões.

De acordo com a empresa, o último acordo proposto, de implementação de lay-off (suspensão temporária de contrato), que pretendia mitigar os efeitos da crise, foi votado em assembleia nesta semana e rejeitado. "Uma alternativa temporária que, em grande parte dos casos, não haveria defasagem no valor da remuneração mensal dos colaboradores", declarou por meio de nota.

"Com a negativa do aceite do acordo e o esgotamento de todas as possibilidades, a Caio realizará desligamentos nos próximos dias, necessários para equalizar a atual capacidade produtiva às vendas". O total de demissões não foi informado.

A fabricante ressaltou que o segmento no qual está inserida foi um dos mais prejudicados pela pandemia da Covid-19. "A empresa está priorizando a manutenção dos empregos já há quase seis anos, numa situação de vendas aquém do potencial produtivo e do número de colaboradores que possui em seu quadro", afirmou.

Também em nota, o sindicato da categoria disse que recebeu a notícia dos desligamentos com "grande pesar". "Apesar de todos os esforços do Sindicato, que inclusive levou a duas assembleias, onde os trabalhadores não aprovaram o acordo proposto pela empresa Caio, com grande pesar, recebemos a notícia de que 300 pessoas serão demitidas nos próximos dias", revelou.

"O sindicato, de todas as formas, atuou para que tantas famílias não perdessem seu sustento, buscando novos e melhores acordos com a direção da empresa, sempre pensando no bem estar de todos. Infelizmente, isso não foi possível e, agora, precisamos lutar em cima dessa realidade. Seguiremos negociando com a empresa e conversando com nossas autoridades para amenizar os impactos dessas demissões".