09 de julho de 2026
Nacional

Governo federal mira vacinas da Pfizer e AstraZeneca para 2022

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O Ministério da Saúde prioriza a compra de doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca para a campanha de imunização contra a Covid em 2022. A ideia é garantir de 100 milhões a 150 milhões de unidades de cada modelo, os únicos com registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e já incorporados ao SUS.

A Saúde ainda estima que pode precisar de R$ 6,8 bilhões a mais para adicionar novos grupos no plano de vacinação do próximo ano. Em documentos internos, a pasta cita a perspectiva de imunizar crianças a partir de 3 anos. A equipe de Marcelo Queiroga, porém, ainda faz cálculos sobre quanto terá de desembolsar em 2022 com toda a campanha.

Nesta quinta (7), o Ministério da Saúde informou à CPI da Covid que negocia contrato de 100 milhões de doses da Pfizer para 2022, com opção de compra de outras 50 milhões. A Saúde não detalhou o cronograma de entrega dos lotes nem o valor a ser pago.

Na resposta à CPI, o ministério disse que ainda deve distribuir 73,7 milhões de doses até o fim de 2021. Como há 207,8 milhões de unidades que ainda devem chegar à Saúde neste ano, o governo calcula sobra de 134,9 milhões de vacinas para 2022. As sobras seriam somadas às doses em negociação com a Pfizer. O governo não descarta a compra de outros modelos, especialmente da Janssen, mas prioriza negociar vacinas já registradas.

Auxiliares de Queiroga afirmam que a CoronaVac não está nos planos. Eles dizem notar desinteresse até do Instituto Butantan em comercializar a vacina, pois o laboratório sequer pediu o aval definitivo da Anvisa. Em resposta à CPI, a Saúde também aponta que a CoronaVac apresenta eficácia mais baixa para pessoas acima de 80 anos e não é indicada como dose de reforço.

Em 2022, o orçamento para compra das vacinas contra Covid supera R$ 27 bilhões. Mas há só R$ 3,9 bilhões reservados no projeto de orçamento de 2022 para a compra, dentro de um bolo de R$ 7,1 bilhões direcionados às ações contra a pandemia. Integrantes da pasta dizem que o valor está abaixo do necessário, mas que não sabem quanto será preciso em 2022.