08 de julho de 2026
Nacional

Sudeste e Centro-Oeste do País devem ter chuva acima da média, diz ONS


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Rio - O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê para esta semana chuvas acima da média sobre as regiões Sudeste e Centro-Oeste, consideradas a caixa d'água do setor elétrico brasileiro, por concentrarem os principais reservatórios de hidrelétricas. A previsão reforça projeções do mercado sobre a redução do risco de racionamento de energia, diante da chegada das chuvas.

De acordo com o operador, o volume de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste nesta semana deve ser equivalente a 112% da média histórica para o período. A melhora do cenário é natural nesta época do ano, com a chegada das primeiras chuvas, mas o histórico dos últimos meses, quando o País teve o pior volume de chuvas desde que os registros começaram a ser feitos, era motivo de apreensão.

Na região Sul o volume de chuvas deve ser equivalente a 153% da média histórica para esse período. A região passou por um período mais seco, ampliando as preocupações com a segurança energética, mas vem se recuperando.

Com mais chuva, a expectativa é que os reservatórios do Centro-Sul do País fechem o mês em níveis superiores aos projetados inicialmente. No Sudeste e Centro-Oeste, devem ficar com 15,2% de sua capacidade de armazenamento de energia. No Sul, com 49,5%.

Nordeste e Norte permanecem com projeção de chuvas abaixo da média - 33% e 75%, respectivamente - mas a melhora no Centro-Sul vem derrubando o custo marginal de operação do setor elétrico, preço de referência que estima quanto vale o MWh (megawatt-hora) nas condições correntes.

Nessa semana, esse custo será de R$ 198,74, queda de 53,4% com relação ao vigente na semana anterior. Em condições normais, essa queda teria impacto na tarifa de energia, já que significa menos necessidade de térmicas. Mas o governo vem acionando todo o parque térmico disponível no país para poupar água nas hidrelétricas e garantir a segurança do sistema enquanto os reservatórios permanecerem em níveis tão baixos.

Para bancar essa medida, implantou em setembro a bandeira de escassez hídrica, que adiciona à conta de luz R$ 14,20 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.