09 de julho de 2026
Geral

Batalha: lagoa de captação vai ser desassoreada em janeiro, diz DAE

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Por décadas o Rio Batalha agoniza por receber poucas ações efetivas e permanentes para sua recomposição e manutenção. Agora, há previsão e o compromisso do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de ele receber limpeza com remoção de terra e vegetação. O manancial supre, como reforço, o abastecimento de 35% da população de Bauru, enquanto 25% da cidade recebem água exclusivamente do sistema da lagoa de captação.

O vereador Júnior Rodrigues (PSD) vistoriou o local e destacou que é grande a quantidade de pontos com assoreamento da lagoa, além do excesso de plantas aquáticas, que dificultam o trabalho das bombas do DAE. Em entrevista ao JC, o presidente da autarquia, Marcos Saraiva, garantiu que lançará uma licitação em breve para uma limpeza completa. Esse procedimento precisa ser feito no período mais chuvoso do município, em janeiro, e o DAE, segundo ele, já faz a tomada de preço e qualificação do serviço para abrir o pregão.

ALERTA

Júnior Rodrigues alerta que em alguns lugares o nível entre a terra no interior da lagoa de captação até a superfície é de 80 centímetros. A parte funda tem nível ideal para captação de 3 metros e 20 centímetros. "Necessitamos ali, urgentemente, de uma dragagem, retirando essa areia e afundando o leito do rio. Descobri que existe em nossa cidade uma empresa especializada em limpeza aquática e desassoreamento, que presta serviço no Estado do Rio de Janeiro, em Minas Gerais e outras cidades da região. Há cinco anos em Bauru, ela nunca foi consultada pelos governantes e tem aparelhos especializados no serviço que o rio precisa", comenta o vereador.

Ainda segundo o parlamentar, chegou o momento do DAE e da prefeitura cuidarem da limpeza da lagoa de captação do Batalha. "Não dá mais para ficar só pensando em plantar árvores ali ao redor. Precisa limpar, aumentar a área de captação e até fazer uma segunda lagoa", acrescenta.

ESTIMATIVA

O vereador fez um levantamento de preço com esta empresa de Bauru e, com números feitos para a iniciativa privada, a semana trabalhada, com mão de obra humana e máquinas especializadas, custaria cerca de R$ 36 mil por semana. "O representante da empresa garante que em duas semanas de trabalho o resultado é grande no Batalha. O DAE tem dinheiro em caixa. Então, eu pergunto: não poderia ter feito já esse serviço, evitando os intermináveis rodízios?", questiona Júnior Rodrigues.

SOLUÇÃO

A longa estiagem ainda é o principal fator determinante para a escassez no abastecimento de água. Marcos Saraiva, no entanto, confirma que o assoreamento do local preocupa, assim como o excesso de plantas na água. Ele explica que a área de captação, a mais profunda, é pequena, mas que o próximo período de chuvas será utilizado para o serviço de limpeza. "A areia no fundo do rio se acumula há anos e a quantidade de plantas na água é muito grande. Vamos remover. Fui conhecer a empresa de Bauru que possui o equipamento específico para o desassoreamento. E é interessante. Vamos abrir muito em breve a licitação e esta empresa poderá participar também", finaliza.