10 de julho de 2026
Nacional

Contra a violência, força-tarefa reforça fronteira Brasil-Paraguai

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Campo Grande - Uma força-tarefa com 180 policiais se deslocou nesta quinta-feira (14) para a fronteira do Brasil com o Paraguai, que convive com uma onda de execuções atribuídas ao crime organizado. Desde o último sábado, 9, oito pessoas foram assassinadas na região. Entre as vítimas estão um vereador brasileiro e a filha de um governador paraguaio. A facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) e outros grupos criminosos disputam o controle das rotas do tráfico de drogas e armas na fronteira.

De acordo com o secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, uma parte do efetivo da Operação Hórus, um projeto piloto do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras, do Ministério da Justiça, foi deslocadoa para a região. Compõem a força-tarefa policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), Batalhão de Choque, Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Polícia Rodoviária Estadual e agentes das delegacias especializadas da Polícia Civil.

Conforme Videira, esse é um policiamento extra, que vai se somar às forças policiais que já atuam na região. "Estamos enviando também um efetivo que não participa da operação Hórus. Além desses grupos especiais, reforçamos os efetivos ordinários das polícias civil e militar na região", disse. 

EXECUÇÕES

No último sábado, 9, no ataque mais sangrento, quatro pessoas morreram após receberem mais de cem tiros quando saíam de uma festa, em Pedro Juan Caballero. Entre as vítimas estavam duas estudantes de medicina brasileiras e uma estudante paraguaia, Haylée Carolina Acevedo Yunis, de 21 anos, filha do governador do departamento (estado) de Amambay, Ronald Acevedo. O alvo seria o traficante de drogas Osmar Grance, de 29 anos, o Bebeto, também morto no ataque. No mesmo dia, em outra execução, o vereador Farid Afif (DEM) foi morto por pistoleiros em Ponta Porã.

Apesar da grande repercussão dessas mortes, as execuções não cessaram, mais quatro pessoas morreram entre segunda e quarta-feira.

PRISÕES

A polícia paraguaia prendeu dez pessoas suspeitas de envolvimento na chacina de Pedro Juan, entre elas seis brasileiros que serão expulsos do país.

Nesta quinta-feira, a Polícia Nacional e o Ministério Público fizeram uma vistoria na Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero em busca de indícios da participação do narcotraficante Faustino Ramón Aguayo como mandante da chacina. Aguayo teria divergências com ?Bebeto? devido à apreensões de carregamentos de drogas enviados ao Brasil.