As obras que contemplam as novas marginais da rodovia Marechal Rondon, em Bauru, continuam gerando dúvidas e reclamações de moradores e comerciantes dos arredores. Nesta quinta-feira (14) o JC trouxe reivindicações de quem reside no Jardim Araruna, cuja nova etapa vai afetar o bairro, gerando impacto urbano e ambiental. E desta vez as críticas surgem nos arredores das já finalizadas obras no entorno do viaduto da Duque de Caxias, que passa sobre a pista. Tanto do lado que já foi liberado para trânsito, no Jardim Brasil, quanto no Jardim Contorno. Em ambos os lados há o alerta feito pela população para riscos de acidentes frontais, seja no cruzamento com a marginal ou nas rotas de ruas paralelas.
Pelo Jardim Brasil, cuja marginal já está liberada, moradores da localidade reclamam que no cruzamento da rua Alfheu Vasconcelos Sampaio com a via marginal leste da Rondon, apesar da nova sinalização, há o risco de desatentos avançarem pela quadra em que há a proibição de seguir em frente, na descida, e provocar acidentes frontais.
Munícipes pedem revisão dos sentidos neste local e a concessionária ViaRondon promete analisar (leia mais abaixo).
Já do lado oposto, na Vila Galvão, região do Jardim Contorno, local onde a marginal da Rondon sentido Lins ainda não foi liberada, o problema é com relação à confusão das novas rotas no entorno da Vila Vicentina. Há o pedido de mudança de sentido entre a quadra 11 e 12 da rua Irmã Arminda, cruzamento da quadra 2 da rua Antônio Gobette e a solicitação de as quadras 1 e 2 da rua Professor Francisco Antunes serem de mão dupla em ambas, e não só apenas no primeiro quarteirão.
Segundo Márcio José Matias de Oliveira, 50 anos, encarregado de uma oficina próxima, ele e demais comerciantes estão sendo prejudicados porque os clientes estão se perdendo de carro, além do risco de colisão.
A reportagem quase presenciou um acidente na rua Irmã Arminda, quando um veículo avançou da quadra 11 para a 12, onde o sentido é proibido, e quase colidiu com outro automóvel que vinha de frente.
"Aí, viu só!? É disso que estamos falando. Quase bateu. Cruzamento aqui é perigoso. Quem desce do Jardim Contorno tem dificuldade, quem sobe pela rua Amazonas está com dificuldade, quem sobe pela rua Irmã Arminda se confunde e quem faz conversão em frente à Vila Vicentina também reclama. O ideal era de ser mão dupla na Irmã Arminda e na quadra 2 da rua Professor Francisco Antunes", comenta Márcio Matias de Oliveira.
EMDURB
Segundo o engenheiro Aníbal Ramalho, gerente de planejamento viário da Emdurb, a empresa tem o objetivo de acertar o trânsito nas proximidades das marginais. Com relação às reclamações na região da Vila Vicentina, a Emdurb acredita que assim que este trecho da marginal foi liberado pela ViaRondon, a via vai dar acesso direto para todas as ruas e resolver o problema. Aníbal Ramalho garantiu, no entanto, que vai reforçar a sinalização na rua Irmã Arminda. Ainda de acordo com ele, em breve haverá um semáforo entre a marginal e a Duque, no Parque Paulistano, região do Jardim Contorno. E haverá inversão de mão na rua Amazonas, apenas abaixo da Duque, que passará a ser de descida. O trecho ficará melhor com a liberação do viaduto da Cruzeiro, futuramente, comenta o gerente da Emdurb.
"Vamos monitorar e analisar tudo, além de enviar o GOT (Grupo de Operações de Trânsito). Ali na frente da Vila Vicentina, na quadra 2 da rua Professor Francisco Antunes, não tem como mexer para ser mão dupla porque a geometria do cruzamento não é apropriada. Não é ideal porque exigiria proibir o estacionamento na via pública. E não tem como ter mão dupla na Irmã Arminda porque a visibilidade é péssima", explica Aníbal Ramalho.