11 de julho de 2026
Regional

Jaú: polícia desmonta esquema ilegal de venda de motos de leilão

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Operação conjunta entre policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e policiais militares da 1ª Companhia, realizada nesta segunda-feira (18), em Jaú (47 quilômetros de Bauru), resultou na prisão de três homens suspeitos de adulterarem os sinais identificadores de motos provenientes de leilão, que não poderiam mais circular nas ruas, para a posterior revenda dos veículos por meio de redes sociais. No total, as equipes apreenderam 12 motocicletas irregulares, de diversas marcas e modelos.

As diligências foram feitas pelos policiais durante a tarde, em um depósito de sucatas localizado na avenida do Café. "As motos seriam todas provenientes de leilão para sucata, logo proibidas de circular, e que, assim, não poderiam sequer ostentar emplacamento", explicou a Polícia Civil em nota.

"Todas as motos estavam com sinal identificador de chassi suprimido, sendo que uma delas, de marca Honda, modelo CG 125, de cor azul, ostentava placa Mercosul não cadastrada nos sistemas de pesquisa, indicando tratar-se de placa falsa, o que foi comprovado por consultas realizadas".

Ainda de acordo com a Polícia Civil, dois homens responsáveis pelo estabelecimento e pelo conserto e emplacamento ilegal dos veículos, de 34 e 38 anos, além de um terceiro, também de 38 anos, que seria o responsável pelas vendas das motos em uma página no Facebook, foram presos.

"Entrevistados ainda no local, inclusive, pela autoridade policial que se fez presente, os investigados confessaram as práticas mencionadas", disse a polícia em nota. "Eles foram presos em flagrante pelo crime de associação criminosa, o qual permite a fixação de fiança, a qual foi recolhida".

INVESTIGAÇÕES

As motocicletas foram apreendidas e levadas ao pátio da Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde aguardarão a realização de perícia. "Somente a partir da realização de exames periciais será possível comprovar se tais motocicletas seriam efetivamente produtos de leilões de sucatas ou até mesmo produtos de crimes contra o patrimônio alheio, especialmente furtos e roubos", declarou a Polícia Civil.