08 de julho de 2026
Internacional

Equador entra em estado de exceção


| Tempo de leitura: 2 min

Quito - O presidente do Equador, Guillermo Lasso, surpreendeu o país e decretou estado de exceção no país na noite de segunda-feira (18) com o objetivo de enfrentar o narcotráfico e a violência. Em uma transmissão em cadeia nacional de rádio e televisão, o líder equatoriano disse que há "apenas um inimigo" nas ruas, "o narcotráfico". "Isto não apenas se reflete na quantidade de drogas consumida em nosso país, mas também na quantidade de crimes que hoje têm relação direta ou indireta com a venda de entorpecentes", disse Lasso.

O estão de exceção significa a redução da liberdade de trânsito, reunião e associação, entre outras limitações. Lasso argumentou que, com o narcotráfico, aumentam também os homicídios e os roubos.

"O governo nacional utilizará todas as forças de ordem para levar a cabo uma só missão: devolver a segurança aos cidadãos. Levaremos a batalha contra o crime onde quer que se esconda", disse Lasso. O presidente equatoriano ainda convocou os juízes a "garantir a paz e a ordem, não a impunidade e o crime".

SOB INVESTIGAÇÃO

O decreto ocorre no momento em que ele é investigado por enriquecimento ilícito. No início do mês, o nome do atual presidente equatoriano surgiu na investigação Pandora Papers, do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), cujos parceiros no Brasil são a revista Piauí e o site Poder360.

A apuração apontou que Lasso inativou 10 de suas 14 offshores; ele nega ter relação ou receber benefícios das outras contas. "Sempre cumpri a lei equatoriana que proíbe candidatos e funcionários públicos de manter empresas offshore, como indiquei em minhas declarações juramentadas", respondeu Lasso, em uma carta enviada pelo ICIJ.

Em uma reportagem de 2017, o jornal argentino Página 12 afirmou ter obtido informações indicando que Lasso estaria ligado a 49 contas offshore. Além disso, os dados mostrariam que entre 1999 e 2000 a fortuna do agora presidente passou de US$ 1 milhão para US$ 31 milhões declarados.

No início do mês, o nome do atual presidente equatoriano surgiu na investigação Pandora Papers, do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), cujos parceiros no Brasil são a revista Piauí e o site Poder360.

A apuração apontou que Lasso inativou 10 de suas 14 offshores ?ele nega ter relação ou receber benefícios das outras contas. "Sempre cumpri a lei equatoriana que proíbe candidatos e funcionários públicos de manter empresas offshore, como indiquei em minhas declarações juramentadas", respondeu Lasso, em uma carta enviada pelo ICIJ.

Além disso, os dados mostrariam que entre 1999 e 2000 a fortuna do agora presidente passou de US$ 1 milhão para US$ 31 milhões declarados.