Pirajuí - Em julgamento realizado nesta quarta-feira (20), em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru), Tribunal do Júri condenou à pena de 23 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, homem suspeito de matar a esposa cadeirante - que havia sofrido um recente AVC -, no final de 2019, mediante estrangulamento. Preso preventivamente, ele poderá recorrer, mas sem direito à liberdade.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil, e embasadas por laudos periciais, revelaram que, na noite de 22 de dezembro, A.M.F.B. estrangulou a esposa Cleusa da Silva, 48 anos, na residência do casal, no Jardim Aclimação.
Ele foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por homicídio triplamente qualificado (com o emprego de asfixia, mediante recurso que dificultou defesa da vítima e feminicídio), em contexto de violência doméstica e familiar.
No julgamento, a defesa do réu pleiteou a absolvição dele ou a desclassificação do crime para homicídio culposo (quando não há intenção de matar), por erro dele ao prestar socorro à vítima, com exclusão das qualificadoras.
A maioria dos jurados, porém, seguiu o MP. Na fixação da pena, foram considerados agravantes o fato de o acusado ser reincidente e ter praticado o crime quando o filho de 16 anos estava na casa, e contra pessoa enferma.
RELEMBRE O CASO
Conforme divulgado pelo JC, no dia dos fatos, o marido da vítima disse à polícia que a encontrou passando mal, caída no chão do banheiro de casa. O Samu foi acionado e ela foi levada à Santa Casa, onde morreu logo depois. A ocorrência foi inicialmente registrada como morte suspeita. Porém, laudo do exame necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) revelou que a mulher foi esganada e, a partir do documento, o caso passou a ser tratado como homicídio e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias dos fatos e ouvir eventuais testemunhas.