Vi no JC de quinta-feira que os vereadores se mobilizaram e, "sensibilizados" com a situação das entidades assistenciais que prestam serviços à Prefeitura de Bauru e seus funcionários, se reuniram com a prefeita e conseguiram reajustar os valores em até 6,5%.
A pergunta que faço e, tenho certeza, é a mesma dos servidores públicos municipais, aposentados e pensionistas da Funprev, é: será que os servidores terão esses mesmos 6,5% de reajuste mais compensação pelo aumento da alíquota previdenciária prometida em 2022? Ou para eles não existiu inflação nos últimos 6 anos?
Inflação só existe para reajustar impostos, taxas, IPTU, serviços prestados pelo poder público ou terceiros? Não se discute a importância das entidades, mas se preocupar somente com elas e seus funcionários e esquecer dos serviços prestados pelos servidores públicos municipais é errado.
Ou isonomia ou nada...
Se é para cada um se virar com seus problemas, então, que todos o façam, sem distinção. Vereadores cobrarem e aprovar esse reajuste ignorando de onde vai sair dinheiro é, no mínimo, dar pouca importância aos serviços prestados pelos servidores públicos municipais e sua valorização.
Que a prefeitura tem dificuldades financeiras é óbvio, de onde os nobres edis acham que sairá esse dinheiro? Como sempre, a conta cairá em cima dos servidores. No dissídio, a história é sempre a mesma: "não tem dinheiro e a folha já atingiu o limite prudencial".
Lógico, reajustam tudo e não sobra nada para eles, ou melhor, sobra a inflação corroendo suas finanças. A prefeita Suéllen tem apenas 10 meses de mandato e não pode ser culpada pela politicagem profissional de Gazzetta e Rodrigo, mas penso que nesse seu primeiro dissídio terá uma difícil e ingrata missão: decidir se segue as regras anteriores de seus antecessores, não valorizando servidores, ou cumprir a valorização prometida em campanha.