08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Lições extraídas da pandemia

Roque Roberto Pires de Carvalho - email: roquerpcarvalho@gmail.com
| Tempo de leitura: 4 min

" Tempus fugit..." - Não há dúvidas, o tempo foge sem parar! A surpresa que o mundo teve em fevereiro/março de 2020 no campo da saúde pública deixou e ainda persiste com suas marcas assombrosas dizimando vítimas do coronavírus, transformada em epidemia generalizada sob o nome de pandemia, com efeitos devastadores em todo o mundo, e no Brasil não seria e não foi diferente. A OMS - Organização Mundial da Saúde, e a nossa Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aprovaram/autorizaram a distribuição de vacinas de diversos laboratórios internacionais, sendo um brasileiro, com o prévio conhecimento desses órgãos de que a eficácia das referidas vacinas ainda estava e está sob pesquisas científicas para a comprovação de resultados chamados positivos para a terapêutica de combate ao insidioso vírus. Enquanto isso não ocorre, milhares de vítimas são colhidas via transmissão existente no ar que respiramos. É lamentável a constatação de que, até hoje, a ciência de todo o mundo não tem certeza sobre a eficácia das vacinas e a origem desse vírus.

No Brasil, diversas e variadas recomendações foram determinantes para tentar barrar a contaminação. Vacinação das populações em todos os Estados da Federação, mesmo com as dúvidas e controvérsias médico/científicas sobre a eficácia dos tratamentos; internações compulsórias, fechamento das escolas de todos os níveis de Ensino, fechamento das indústrias e do comércio; fechamento de portos e aeroportos, bloqueios de acesso à cidades, testes, quarentena, obrigatórios o uso de máscaras, álcool gel, etc. etc. recomendações para os distanciamentos entre as pessoas, adeus aos abraços e apertos de mão; isolamento social, adoção dos sistemas da comunicação online quando possível, e, o que foi pior e do mesmo modo avassalador, a perda da dignidade e das liberdades humanas do livre transitar e de se comunicar em lugares públicos ou mesmo lugares privados.

O Brasil, que até 2019 caminhava pelo lado direito, a partir de 2020 passou a caminhar pelo lado avesso e ainda no avesso nos encontramos, buscando uma luz que não se sabe de onde virá. A própria ciência ainda está capengando e imperfeita frente ao coronavírus e esta afirmação se mostra verdadeira quando constatamos que mais de 60% da população brasileira vacinada, inúmeros óbitos ainda ocorrem até mesmo com quem tomou as duas doses de vacina. Mesmo sem mensurar os primeiros impactos, novos se avizinham alertados por novas cepas variantes já detectadas em várias partes do mundo, inclusive no Brasil que, ao final de junho/21 a Delta era responsável por nove em cada dez casos de Covid-19 (dados da Revista Cremesp nº 95, pg.34).

Neste mês de outubro de 2021, ainda sob nuvens negras e das incertezas causadas pela Pandemia, governantes vão tomando consciência e flexibilizando medidas que reduzam os enormes prejuízos causados pelas medidas restritivas e precisam, agora, serem recuperados o quanto antes e, assim mesmo, com as cautelas determinadas pelos Protocolos de Saúde. Em assim sendo, escolas do Estado de São Paulo retornam parcialmente às aulas e a partir de novembro com retorno de 100% do alunado. Será muito difícil a recuperação por esses alunos do tempo roubado pela Pandemia. A geração escolar 2020/2021 ficará marcada, em todo o mundo, pelos prejuízos e maleficências de toda ordem sob os aspectos da saúde, da educação e do enfraquecimento da economia.

Em uma de minhas palestras para alunos do Curso de Medicina, comentando o Código de Ética Médica, aprovado em 2018 pelo CFM e, em especial o art. 102 e seu parágrafo único, que trata do Ensino e Pesquisa Médica, é oportuno, também, em apertada síntese, dizer que "a terapêutica experimental é permitida quando aceita pelos órgãos competentes e com o consentimento do paciente ou de seu representante legal, adequadamente esclarecido da situação e das possíveis consequências"

No tocante à vacinação da população, todos sabemos do empenho dos órgãos públicos de Saúde, sendo certo que esse procedimento continua ocorrendo, porém, consentimento de que fala o Conselho Federal de Medicina sobre possíveis consequências, este subscritor, seus parentes e seus amigos vacinados com a primeira ou segunda dose nunca foram informados, e o "Cartão Contra a Covid-19" recebido por ocasião da vacinação, sequer faz menção às possíveis consequências.

Relendo o título desta crônica, temos até agora a convicção de que a Ciência submeteu a população mundial em suas experiências de Laboratórios, uma vez que já se noticia uma terceira dose e aplicação de vacinas em crianças.

(Tudo ainda sob aprimorados estudos)!